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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

eu bebo cerveja pelo gargalo #2

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uma cerveja de raça: assim é a Rafeira. o nome conquistou-me, à partida, como devem imaginar. encontrei a cerveja no facebook, completamente por acaso. contactei a marca e do lado de lá responderam 'ssoas humanas, disponíveis para entregar a cerveja e contar a história desta Rafeira.

e a Rafeira nasceu no Linhó, em Sintra. o Nuno e o Rogério são apreciadores de cerveja e resolveram dar uso à antiga adega do avô do Nuno. 

a Rafeira tem 5% de alcóol e um sabor diferente, a manjericão. é boa para acompanhar a refeição - aliás, acho que é ideal. no rótulo diz-nos que "vai bem" com caril de gambas, peixinhos da horta e churrasco.

quanto a mim, vai bem com a companhia certa e algum tempo para um almoço tranquilo, sem pressas. 

 

para saber mais sobre a Rafeira, visitem AQUI. podem dizer que vão da minha parte. 

de momento, a Rafeira só está disponível na "espécie" blond ale. avizinham-se novidades. 

 

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eu bebo cerveja pelo gargalo #1

disclaimer: apesar da minha qualidade de género ser feminina, eu bebo cerveja pelo gargalo. razões? permanece mais fresca e saborosa. além disso, é mais prático. e sim, detesto beber cerveja em copos de plástico - tal como acontece em festivais de música e afins.

não percebo nada de cerveja: aspectos técnicos não é, de todo, comigo. gosto da cerveja por ser um elemento que nos liga aos amigos, aos momentos, às histórias que ficam. por isso, aprecio a cerveja que se partilha - sim, podes beber da minha, eu não me importo. 

 

uma das cervejas que me traz memórias é a Laurentina, uma cerveja moçambicana. bebi pela primeira vez na Cristal, uma cervejaria e restaurante em Maputo. isto aconteceu em 2011, quando visitei Moçambique. a cerveja é realmente muito boa: escorrega bem, acompanha com a refeição (a premium tem 5% de alcóol) e é encorpada o suficiente para que não nos esqueçamos dela. a Laurentina preta é muito saborosa e merece ser bebida com a calma típica de quem vive ou passa uns dias por terras moçambicanas. é maningue nice!

não tem sido fácil encontrar por cá: talvez no martim moniz me safe, pensam vocês. acontece que há dias encontrei a Laurentina, a sorrir para mim, numa daquelas lojas que têm comida e bebida de todo o mundo. e não resistir a comprar.  e a beber, bem fresca, "como o amor deve ser".

para fazer o pleno, há que encontrar a Laurentina preta. dão-se alvíssaras a quem encontrar. ok, alvíssaras, não, mas companhia para partilhar uma cerveja e meia dúzia de histórias.

 

 

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e vocês? têm uma cerceja preferida? 

 

resumo da minha semana, para ̶t̶o̶t̶ó̶s̶ ̶ a totó (eu!)

disse-me uma vez um formando que a quinta-feira à noite era "boa para as redes sociais". foi o mesmo formando que reduziu resumiu o trabalho de RP a promotor de eventos na discoteca. 

sendo uma altura altamente engajadora, cá estou, pequenos unicórnios, pronta para partilhar o resumo da (minha) semana.

 

aprendi que ter uma trela à tiracolo, durante horas a fio, trajando decote e com exposição ao sol tem um efeito, ao nível do bronze, no mínimo, único. não, não revelo fotos do decote. lamento.

há dois meses tive que (re)começar muita coisa: perdi um trabalho (que também não era muito sustentável) e ganhei tempo para outro. foi difícil alinhar-me com a equipa, sobretudo porque os briefings eram péssimos, o cliente não sabia o que queria e era todo um fazer e fazer de novo e alterar e voltar a fazer. finalmente, encontrámos o tom e as coisas estão a correr muito melhor. estou contente. 

passei o dia a pensar em ti e quando me dei conta tinhas enviado uma sms. queria acreditar que era magia, mas ambos sabemos que isso não existe, não é? entretanto descobri que o michael fassbender (é assim que se escreve) comprou uma casa em alfama e isso restaurou a minha esperança na magia.

chamaram-me mentirosa. e eu respirei fundo, contei até muitos. ainda estou a contar.

fui assistir a uma assembleia de crianças e jovens e fiquei impressionada com a vontade daquela rapaziada em mudar o mundo. apenas uma nota, assinalada por um dos jovens: é difícil perceber como é que aquilo que faço localmente afecta "the big picture". é aquela coisa do "se eu deitar um papel no lixo não há-de fazer mal. é só um." uma máxima usada para justificar algumas acções. 

comprei dois livros. começa a ser difícil esta coisa de poupar vs wishlist.

fui convidada para botar faladura num evento super catita, sobre a geração Z. YEAH.

tenho procrastinado bastante, no que à tese diz respeito. fui dançar e tudo. já tinha saudades. quando penso em fazer uma alimentação fresca, à base de gelatinas e batidos, começa a chover. não há hipótese. com a tese em mãos, isto não ajuda nada.

e como não tenho mais nada para fazer, escrevi um artigo para o Journal Active Media e tenho outras coisas na cabeça para escrever.

mas agora, pequenos unicórnios, a tese.

 

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"joana, o que é que fazes?" - pelo olhar da Bárbara, a 'nha mai'nova

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a Bárbara tem 5 anos e é a minha afilhada mais nova. nasceu em 2012 e sempre conviveu com o lado digital da vida: os pais tem computador, smartphone, tablet. e sim, lá em casa também há livros e brinquedos - aliás, ainda ela não tinha nascido e eu já lhe tinha comprado um livro com um nome altamente sugestivo. desde sempre que a Bárbara aprendeu a fazer scrool down, a entrar em aplicações, a jogar no telemóvel ou no tablet. desde sempre, assim como aprendeu a brincar às cozinhas, às bonecas, a pintar com lápis de cor ou de cera e tudo aquilo a que uma criança tem direito.

há dias veio visitar-me cá a casa. pediu-me as canetas que lhe tinha emprestado "da outra vez". óbvio que, tendo em conta o caos que está o meu home office, a tarefa de encontrar aquelas canetas não foi bem sucedida. mas encontrei uma caixa de lápis de cor e um puzzle, em branco, para ela pintar. a Bárbara gosta muito de conversar e de fazer perguntas. às tantas olhou para a minha mesa de trabalho e disse: "tu trabalhas num sítio qualquer, não é? levas o computador e sentas-te. até podes ir para a rua e sentar-te a trabalhar."

e é isto mesmo. para a Bárbara é natural que alguém possa ter um trabalho "no computador" e que o possa fazer em qualquer lado, desde que se possa sentar (parece ser um critério para ela, esta coisa de trabalhar sentado). e sabe, também, que eu trabalho nas escolas, na filosofia, com crianças da idade dela. para a Bárbara o mundo é feito de pessoas diferentes: aquelas que têm um emprego fixo, num sítio e aquelas que têm muitos trabalhos e trabalham onde calha. 

a Bárbara faz parte daquela geração, que alguns chamam de Z, que já não se deslumbra com o digital, pois ele faz parte da sua vida. e ponto final. eu, millennial assumida, tive que me adaptar e lutar contra a resistência à mudança.

os desafios da Bárbara são outros, como é natural.

todas as gerações conhecem desafios, mudanças, alegrias, tristezas.

ainda vou ver a Bárbara a ajudar a minha mãe a trabalhar no tablet - é que a mamãe Sabel, nascida em mil nove e cinquenta e quatro, tendo apenas a quarta classe decidiu agora ter um tablet e aprender a navegar na internet. tem a cana e está a aprender a pescar: já comenta as minhas stories no instagram e já percebeu que o facebook é enjoativo, pois as pessoas só dizem mal. daqui a uns tempos é vê-la no twitter, a trocar tweets com o cesar millan. 

 

estranha-se e depois entranha-se - o fernando pessoa foi genial (como sempre) ao escrever este slogan para a coca cola. disse tantas coisas sobre as nossas vidas. 

 

voltar ao lugar onde e com quem somos felizes

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encontrar aquele amigo de sempre, partilhar estórias e novidades. tristezas e alegrias. 

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levar os totós a alcobaça e aproveitar para ouvir a minha banda portuguesa preferida de todo o sempre, "em casa". the gift, sim. foi muito, muito bom. emociono-me sempre com o "fácil de entender", danço, choro, sorrio. é tão bom ver que a banda se entrega à música, ao público. 

as músicas dos The Gift acompanharam tanto e muito alguns dos momentos mais importantes da minha vida. e depois, em palco, são sempre surpreendentes. esta tour, ALTAR, prima pela simplicidade na forma de estar em palco, mas com pormenores que são maiores, ainda que muito discretos.

e foi muito, muito bom ir ver um concerto just for the fun, sem ter que escrever reportagem.

toda uma liberdade só para sentir. sem ter que tomar notas ou prestar atenção ao alinhamento. 

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dias de puro egoísmo: livros, e o M da Mónica Mendes. 

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e aquela miúda mais gira, claro. a mais bonita. a mais doce, não fosse Mel, o seu nome

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 yoga na companhia do kendrick. a internet estava completamente louca com este DAMN.

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e a autenticidade. ser autêntico é um compromisso para connosco. não tem nada a ver com os outros. 

 

decidi começar a registar...

...os motivos pelos quais me contactam (via telemóvel, fb messenger, DM, e-mail - por aí)

 

 

"sabes onde encontro o pó de talco, no continente?"
"encontrei um cão perdido"
"tu conheces toda a gente..."
"podes emprestar-me os lusíadas?"
"emprestas-me a tua capa do traje?"

 

(não escrevi no facebook, mas também me contactam para momentos de sexo daquele tórrido e suado. ou então não!)

 

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[em actualização]

 

 

"quem és tu?"

troco cartas com o J. há uns anos. foi com ele que começou a aventura filopenpal.

conheci-o, finalmente, em pessoa, na semana passada. eu estava em casa com o pai e a irmã e ele estava no treino. quando chegou e me viu perguntou: "quem és tu?" 

sou a joana, das cartas.

o pai: então, é a joana. já te mostrei fotografias dela. 

 

"ah, mas eu nunca te tinha visto mesmo"

e lá me deu um abraço e um beijinho. 

 

ao jantar, surgiram perguntas. as tatuagens. que idade tens. tens marido? "não". mas porquê? "ainda não aconteceu casar ou juntar-me". não gostas de homens? "gosto, ainda não encontrei aquele homem com quem quero estar, assim como a tua mãe encontrou o teu pai." está bem, disse o J.

 

depois do jantar fomos brincar. fazer desafios, escrever, contar, inventar palavras.

 

"sabes o que é o dedo do meio, joana?"

sei, tenho dois.

"pronto e tu gostas do dedo do meio?"

francamente, faz-me tanta falta como os outros.

"mas sabes o que quero dizer?"

sei, por isso é que faço sempre o dedo do meio com o mindinho.

 

o J. tem 8 anos, adora jogar futebol e é uma mini-'ssoa adorável.

 

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