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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

desta vez, aconteceu-me a mim

a chegar num cruzamento, carro da frente pára. eu assim fiz. carro começa a andar e eu assim fiz. mas o carro parou - e eu também, mas um pouco em cima dele, vá.

saí do carro a pedir imensas desculpas: já me bateram duas vezes por trás e o susto é gigante, pelo estrondo e pela sensação de não saber o que está a acontecer.

o carro do condutor ficou com um vinco de 4 cm, saltou um bocadinho de tinta e a tampa da luz de matrícula partiu. de resto tudo ok. foi mesmo só um encosto (se a zona não fosse a descer, creio que nem lhe teria tocado). 

bom, toca a preencher a declaração amigável. os seguros existem para estas ocasiões e há que assumir a responsabilidade do que aconteceu, sem grandes dramatismos da minha parte.

 

e claro que ninguém me olhou de soslaio pelo "à vontade com que preenchi a declaração amigável" ou "a carta de condução ainda é cor de rosa" ou "tantas tatuagens e toda vestido de preto". 

 

eu sei que é aborrecido: os senhores vão ter que agendar peritagem e deixar o carro para arranjar. já me aconteceu o mesmo e lamentei-me, na altura. mas a definição de acidente passa por isso mesmo: é algo que não se espera, que não se planeia, que acontece. é lidar.

 

e pedir desculpas pelo sucedido, mesmo que do outro lado se oiça um "mas as desculpas não se pedem, evitam-se" - sim, o senhor reagiu mesmo assim. eu continuei de sorriso nos lábios a preencher a declaração e a pensar que a vida tem destas coisas e que quando há cocó, é apanhar e pronto. 

 

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hello, geração Z!

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Hello, Geração Z é primeiro workshop que está integrado no Braga Open Weekque este ano tem uma edição totalmente dedicada à NEXT GEN, onde serão debatidos temas das mais variadas áreas acerca do impacto das Novas Gerações que ditam tendências no mercado organizacional e que implicam novos modelos de gestão e de liderança, de marketing e inovadoras formas de comunicação e partilha.

“Vou publicar”, dizia uma adolescente para as amigas, enquanto desciam as escadas do metro, cada uma com o seu smartphone em punho. As amigas não se fizeram rogadas: aguardavam a publicação para poder fazer like, para deixar “coraçãozinho”, para partilhar e comentar com #bff. Assim é a vida da geração Z,  que amanhã vai entrar no mercado de trabalho e que é a geração mais ONLIFE de sempre. E nós fazemos parte dela. Descubra o comportamento dos futuros profissionais do mercado e de como as gerações atuais se vão adaptar.

Data de realização: 2/Junho das 19h00 – 19h40
Local: Escola Profissional de Braga

 

adivinhem quem é a 'ssoa oradora, quem é? 

 

 

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eu bebo cerveja pelo gargalo #2

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uma cerveja de raça: assim é a Rafeira. o nome conquistou-me, à partida, como devem imaginar. encontrei a cerveja no facebook, completamente por acaso. contactei a marca e do lado de lá responderam 'ssoas humanas, disponíveis para entregar a cerveja e contar a história desta Rafeira.

e a Rafeira nasceu no Linhó, em Sintra. o Nuno e o Rogério são apreciadores de cerveja e resolveram dar uso à antiga adega do avô do Nuno. 

a Rafeira tem 5% de alcóol e um sabor diferente, a manjericão. é boa para acompanhar a refeição - aliás, acho que é ideal. no rótulo diz-nos que "vai bem" com caril de gambas, peixinhos da horta e churrasco.

quanto a mim, vai bem com a companhia certa e algum tempo para um almoço tranquilo, sem pressas. 

 

para saber mais sobre a Rafeira, visitem AQUI. podem dizer que vão da minha parte. 

de momento, a Rafeira só está disponível na "espécie" blond ale. avizinham-se novidades. 

 

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eu bebo cerveja pelo gargalo #1

disclaimer: apesar da minha qualidade de género ser feminina, eu bebo cerveja pelo gargalo. razões? permanece mais fresca e saborosa. além disso, é mais prático. e sim, detesto beber cerveja em copos de plástico - tal como acontece em festivais de música e afins.

não percebo nada de cerveja: aspectos técnicos não é, de todo, comigo. gosto da cerveja por ser um elemento que nos liga aos amigos, aos momentos, às histórias que ficam. por isso, aprecio a cerveja que se partilha - sim, podes beber da minha, eu não me importo. 

 

uma das cervejas que me traz memórias é a Laurentina, uma cerveja moçambicana. bebi pela primeira vez na Cristal, uma cervejaria e restaurante em Maputo. isto aconteceu em 2011, quando visitei Moçambique. a cerveja é realmente muito boa: escorrega bem, acompanha com a refeição (a premium tem 5% de alcóol) e é encorpada o suficiente para que não nos esqueçamos dela. a Laurentina preta é muito saborosa e merece ser bebida com a calma típica de quem vive ou passa uns dias por terras moçambicanas. é maningue nice!

não tem sido fácil encontrar por cá: talvez no martim moniz me safe, pensam vocês. acontece que há dias encontrei a Laurentina, a sorrir para mim, numa daquelas lojas que têm comida e bebida de todo o mundo. e não resistir a comprar.  e a beber, bem fresca, "como o amor deve ser".

para fazer o pleno, há que encontrar a Laurentina preta. dão-se alvíssaras a quem encontrar. ok, alvíssaras, não, mas companhia para partilhar uma cerveja e meia dúzia de histórias.

 

 

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e vocês? têm uma cerceja preferida? 

 

resumo da minha semana, para ̶t̶o̶t̶ó̶s̶ ̶ a totó (eu!)

disse-me uma vez um formando que a quinta-feira à noite era "boa para as redes sociais". foi o mesmo formando que reduziu resumiu o trabalho de RP a promotor de eventos na discoteca. 

sendo uma altura altamente engajadora, cá estou, pequenos unicórnios, pronta para partilhar o resumo da (minha) semana.

 

aprendi que ter uma trela à tiracolo, durante horas a fio, trajando decote e com exposição ao sol tem um efeito, ao nível do bronze, no mínimo, único. não, não revelo fotos do decote. lamento.

há dois meses tive que (re)começar muita coisa: perdi um trabalho (que também não era muito sustentável) e ganhei tempo para outro. foi difícil alinhar-me com a equipa, sobretudo porque os briefings eram péssimos, o cliente não sabia o que queria e era todo um fazer e fazer de novo e alterar e voltar a fazer. finalmente, encontrámos o tom e as coisas estão a correr muito melhor. estou contente. 

passei o dia a pensar em ti e quando me dei conta tinhas enviado uma sms. queria acreditar que era magia, mas ambos sabemos que isso não existe, não é? entretanto descobri que o michael fassbender (é assim que se escreve) comprou uma casa em alfama e isso restaurou a minha esperança na magia.

chamaram-me mentirosa. e eu respirei fundo, contei até muitos. ainda estou a contar.

fui assistir a uma assembleia de crianças e jovens e fiquei impressionada com a vontade daquela rapaziada em mudar o mundo. apenas uma nota, assinalada por um dos jovens: é difícil perceber como é que aquilo que faço localmente afecta "the big picture". é aquela coisa do "se eu deitar um papel no lixo não há-de fazer mal. é só um." uma máxima usada para justificar algumas acções. 

comprei dois livros. começa a ser difícil esta coisa de poupar vs wishlist.

fui convidada para botar faladura num evento super catita, sobre a geração Z. YEAH.

tenho procrastinado bastante, no que à tese diz respeito. fui dançar e tudo. já tinha saudades. quando penso em fazer uma alimentação fresca, à base de gelatinas e batidos, começa a chover. não há hipótese. com a tese em mãos, isto não ajuda nada.

e como não tenho mais nada para fazer, escrevi um artigo para o Journal Active Media e tenho outras coisas na cabeça para escrever.

mas agora, pequenos unicórnios, a tese.

 

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a conversar é que a gente se entende

ontem tropecei num artigo do Luís Bettencourt Moniz, para o jornal de negócios, que me chamou a atenção. o motivo? digital, relações humanas e por aí fora. 

tendo em conta que é um tema sobre o qual troco ideias com o Pedro Rebelo, fiz-lhe um tag no facebook, para que o lesse. aliás, partilhei o artigo na minha página, destaquei uma frase e fiz o tag ao Pedro. porquê? para aumentar o engajamento na página, pois claro! podia ter enviado através de mensagem privada, mas não era propriamente um conteúdo... como dizer, privado. por isso, esta troca de mensagem que  significa "hey, Pedro, olha aqui este artigo que julgo ser do teu interesse, aconteceu numa rede social, de forma pública, utilizando para o efeito o meu computador, a minha ferramenta de trabalho actual. 

 

[estou a ser muito descritiva, muito eça de queirós?]

 

o Pedro enviou-me uma mensagem, privada sim, a perguntar como queria ser linkada - qual dos blogs deveria utilizar. ora, como sabem, este é o meu blog onde cabe tudo, o outro está mais focado na filosofia para crianças e o meu twitter é o meu cartão de cidadão. "usa o twitter"

 

hoje recebi na minha caixa do correio o aviso de que havia novo artigo para ler, no blog do Pedro. e eu lá fui, entre a torrada e o sumo da compal que tomei ao pequeno almoço. ainda não tinha chegado ao escritório (que acontece na minha sala) e já estava no meu ipad a ler o texto, na cozinha.

 

tanto o artigo do Luís, como o do Pedro, merecem uma leitura atenta. 

 

diz o Luís:

"Hoje fala-se na emergência do H2H ("human to human") como única relação possível. Há uma máxima nas vendas que diz que são as pessoas que vendem a pessoas. O diferenciador de valor residirá naqueles que souberem cultivar as relações humanas e perceber o ponto de vista da pessoa face ao nosso negócio."

 

diz o Pedro:

"O consumidor é, como refere Luís Bettencourt Moniz, complexo. O ser Humano é complexo. Tão complexo que, numa critica declarada às novas formas de abordagem comercial, que assumidamente passam o factor humano para segundo plano, deixando a cargo das máquinas o “trabalho” de nos conhecer e convencer, o autor escreve sobre “a emergência do H2H (“human to human”)” olvidando a tão humana expressão “cara a cara” ou simplesmente “frente a frente”. E foi aqui que ele me perdeu."

 

digo eu: 

a expressão H2H é, para mim, fundamental. pois é disso que apontam os Kotler desta vida e afins, no que ao marketing diz respeito. a questão é que este H2H não pode, nos dias que correm, não integrar o digital. e é neste ponto que não concordo com o Luís, quando diz "Hoje, o marketing caminha para ser antropocêntrico ao invés de “digitalcêntrico”. Amanhã ao invés de escrever o “post” vão visitar um cliente, só para ouvi-lo." caminhamos para o antropocentrismo, sim, mas um antropocentrismo que vai na linha do que defende o manifesto ONLIFE, que é referido por Jose Barrientos Rastrojo

"Antes había una clara diferencia entre mundo online y offline porque para entrar en internet había que estar en casa y entrar en el ordenador. Hoy todos llevamos un móvil. El profesor Luciano Floridi, que ahora está en la Universidad de Oxford, ha creado el concepto de Onlife, al entender que ya no hay diferencia entre online y offline."

não são só os centennials que já não sabem viver sem o digital: somos todos nós. cada um de nós. não são só os centennials que não sabem desligar: somos todos nós. 

e esse nós inclui os milennials e a minha mãe, com mais de 60 anos, que, sem nunca ter trabalhado num computador, fez um mealheiro para comprar um tablet e perceber o que se passa para lá do écran. 

e todos nós somos consumidores e compramos coisas. também vendemos coisas, claro. todos os dias vendo os meus serviços através de uma montra que habita no digital: as minhas redes sociais. e se imagino a minha vida sem o digital? não. além do meu trabalho exigir esta presença digital

 

o conceito de humano necessita ser repensado e não podemos isolar o digital e ousar pensar que uma venda irá correr bem sem qualquer vestígio do digital envolvido nela. visitar os clientes é importante, o comercial que anda a fazer kms de carro, a visitar pessoas, saberá dizer muitas coisas sobre os clientes. mas esses clientes têm, na sua grande maioria, uma pegada digital, trocam e-mails, whatsapp, whatever - e isso, simplesmente, faz parte. não pode ser ignorado. 

o conceito de humano necessita ser repensado: também por isto.  e por isto

experiências como esta, que Rui Pêgo reporta, são interessantes e mostram-nos um mundo que parece muito longíquo: o mundo em que íamos ao e-mail, de vez em quando, acedendo somente através de computador, e no qual nem todos tinham internet. e, sim, faz-nos pensar nas relações humanas - o grande tópico deste artigo que agora vos escrevo. 

 

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imagem retirada da página de facebook é social media, mas 

 

 

“Asking if the internet is good or bad is like asking if talking good or bad: how can we think it's a valid question to begin with?” #IAMW17

 

e quem pergunta pela internet, pergunta pelo digital: não é bom, nem é mau. é aquilo que é. aquilo que fizermos dele.

 

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termino com um apontamento que encontrei no meu caderno de filosofia do conhecimento:

 

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13 reasons why

li todo um alarido, no twitter, à volta da série 13 reasons why. espreitei a conta da série e gostei da comunicação. fui ao tumblr e TAU, também gostei.

netflix, 30 dias gratuitos?

vamos!

dois episódios e: uau, que cena gira. a gaja - uma adolescente -  mata-se e "ressuscita" através de cassetes. giro, o conceito.

ao quarto episódio penso "se a miúda não se tivesse suicidado juro que eu ia lá e fazia isso por ela"

não há paciência. MESMO. 

sim, acontecem montes de coisas feias e horríveis quando se é adolescente: desde as hormonas à crise de não sabermos se somos crianças ou crescidos. é uma fase em que se faz muita merda, sim. penso que a série peca por dar ênfase ao lado negativo. e por isso é tão aborrecida. 

o grande problema da série é passar a ideia de que o ser humano é naturalmente bom e que a sociedade o corrompe. sobretudo no que diz respeito à personagem em torno da qual gira a história: a hannah. era uma querida e pronto, todos lhe fizeram mal e ela matou-se. e as razões de cada um deles para agir desta ou de determinada forma, hum? talvez encontrássemos outras 13 reasons why, para cada personagem. 

se os adolescentes devem ver? não há imperativo categórico que obrigue a isso, IMHO. não lhes faz mal, certamente. compensem com gomas e coca cola, pode ser? 

vale pela banda sonora. e pela forma como se explica o conceito ONLIFE, inerente  à geração Z (ok, e para nós millennials, também). 

 

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o que me vale é que hoje há mais um episódio de prison break