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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

verdades inquestionáveis

 

- depois do domingo, vem sempre uma segunda;
- podes correr, mas o metro 🚇 vai arrancar e tu ainda a meio das escadas;
- as gomas são feitas de cenas-das-quais-ninguém-quer-falar 😷 e ainda assim são irresistíveis;
- o 💩 do cão cheira sempre mal - e só percebes isso depois de pisar;
- para a segurança social, um RV ganha sempre bem e por isso toca de aumentar o escalão 💰;
- para a tua mãe, serás sempre o filho mais bonito e inteligente do mundo 🔝
- quando nascem, as crianças não são parecidas nem com o pai, nem com a mãe. são só bebés 👶🏽 acabados de nascer;
- os livros 📚 nunca são suficientes - e há sempre coisas novas e boas para comprar;
- no facebook, os posts com emojis dão mais reach - no fundo, a malta gosta é de bonecada. 

palavras & gestos que dizem tanto

há dias, o pet publicou um artigo meu intitulado "10 razões para adoptar um cão adulto". baseada na minha própria experiência como adoptante e após alguma pesquisa, estabeleci dez bons motivos para escolhermos um cão adulto em vez do ai-oh-pah-que-fofo-tão-pequenino-uma-bola-de-pêlo 

nada tenho contra a adopção de cães bebés: também há muitos e precisam de carinho e amor. a questão é que os canis e os albergues estão "atulhados" de bolas de pêlo que já foram pequeninas e fofas e que agora são cães jovens ou adultos. são várias as circunstâncias que levam um cão a conhecer um canil ou um albergue: fogem e perdem-se, são abandonados, são encaminhados pelas famílias por questões de desemprego, doença ou mudança de residência/país. são vários os motivos - e acreditem que cada vez mais evito julgamentos prévios sobre estas coisas. como voluntária na UPPA - União Para a Protecção dos Animais o meu foco é na solução - não nos problemas do passado. esses que fiquem no passado.

 

a propósito do texto Associação 4 por 1 enviou-me este e-mail:

 

"Este e-mail é puramente para agradecer, de coração, o seu artigo com o título ''10 razões para adoptar um cão adulto'', que foi publicado no jornal Público.
Num país assolado pela falta de empatia entre seres humanos e animais, cujos direitos e espaço próprio no mundo são constantemente subjugados e abafados pela sociedade, ler um artigo, tão belo como o seu, que lhes dê voz e que procura abrir a mente portuguesa ainda tão fechada, é reconfortante. Partilhamos o seu artigo na nossa página. É uma outra forma de lhe agradecer, um pequeno tributo, pelo poderoso gesto que teve. Se todos tivessem a sua e nossa abertura de pensamento, a vontade de compreender, de cuidar, de agir e mudar, este mundo seria um lugar melhor e a presença de associações com uma missão como a nossa, não teria (felizmente) razões para existir."

 

tenho vários amores na UPPA - partilho alguns deles aqui, neste meu blog "à beira-mar plantado". é inevitável criarmos laços com os patudos. há empatias difíceis de explicar. umas são imediatas, à primeira vista ou ao primeiro passeio. outras são construídas com amor, tempo e confiança. a minha relação com a Mel começou com um passeio durante o qual eu era apenas o ser humano na ponta da trela. e o culpado é o Morais, que me deu a conhecer a Mel e confiou em mim.

 e agora é isto: 

 

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não conheço a Associação 4 por 1. percebi, pela página do facebook, que se encontram algures por Vila do Conde. não será fácil para mim visitá-los, mas quem sabe desse lado não está alguém que tenha umas horas por semana, paixão por animais e queira investir algum tempo com cães como a Mel - e que esteja pela zona. contactem a Associação 4 por 1 e colaborem.

 

há várias formas de ajudar as associações: participando em recolhas nos supermercados, com donativos - e até doando a sua própria roupa: foi o que fez o Luís Franco-Bastos no evento hang in there que acontece, hoje, no mercado time out (cais do sodré, lisboa). 

o Luís é um assumido dog lover e há algum tempo que descobrimos que a Júlia - uma UPPAliana - é uma espécie  de "irmã gémea" do cão que o Luís adoptou, o Balotelli

 

há palavras e gestos que dizem tanto: o e-mail da associação 4 por 1, o gesto do Luís, a brincadeira com a qual a Mel me brinda quando abro a porta da box dela. às vezes as palavras são pequeninas para dizer esse tanto.

 

a todos vós que colaboram a favor da causa animal, fica o meu obrigada. sois grandes!

hi5!

 

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a filosofia mora aqui, ali e acoli!

 

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o meu projecto filocriatiVIDAde teve sempre uma componente itinerante, qual linda de suza com a mala de cartão atrás, por esse país fora.

e há outra coisa que se repete: o facto de serem as mães que me contactam para eu ir ao seu encontro e levar a filosofia aos seus filhos 

assim aconteceu, neste último fim de semana. e que fixe que foi!

 

para saberem mais sobre as "próximas paragens" da mochila da pucca e da sua filosofia, visitem-me AQUI. 

 

all about lady bug's #websummit

2016-11-10 09.35.57.jpg

e lá fui eu, de badge ao peito e pulseirinha no pulso (aquela que já aqui estava desde o dia do registo (segunda-feira). 

o meu primeiro dia no #websummit foi o último desta edição de 2016. tinha algumas coisas guardadas na agenda, para não perder. e algumas pessoas em vista para beijocar. 

 

2016-11-10 15.08.20.png

 

as propostas future societies e panda eram aquelas que mais me interessavam. mal pus um pé no espaço do evento, dou de caras com o Pedro Rebelo, a quem roubei duas beijocas. e fomos até ao Zoltar para conhecer a nossa sorte para os próximos dias

 

2016-11-10 11.41.11.jpg

oh p'ra mim a dar tudo na selfie! 

encontrei ainda a Jonas, o Daniel, o Luís Grave, a Cristina Moura Rebelo, o José Sequeira, o Nuno Coelho. e o Joel Silva!

a cena fixe é que ainda que mal se conseguisse caminhar à vontade entre os pavilhões, é sempre possível rever (tropeçar em, vá) caras conhecidas.

 

larguei alguns tweets na timeline, sobre as talks às quais assisti. 

 

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a minha preferida foi a do Mike, o astronauta que em 2009 enviou o 1º tweet do espaço. foi maravilhoso ouvi-lo falar sobre as três candidaturas que fez à NASA. foi rejeitado. só o aceitaram à quarta tentativa. e o trabalho dele era "space walk". foi mesmo maravilhoso e valeu TANTO a pena! 

 

(foto: @krishaamer, twitter)

krishaamer.jpg

 

foi um dia bem passado: havia sol e gente bonita por lá. pessoas com ideias que têm pernas para andar. pessoas cujas ideias fazem tanta falta à humanidade como um trump na presidência dos eua.

este fenómeno das startup criou a ilusão de que basta ter uma ideia e que alguém a há-de acelerar ou alavancar ou aglomerar. alguém há-de investir os euros. mas o tempo dita a qualidade da ideia - e a oportunidade do negócio, também. 

ser empreendedor passou a profissão e até hoje ainda ninguém me explicou onde é que se pede esse certificado ou se basta colocar isso na bio do twitter ou coisa que o valha.

 

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parece que para o ano há mais.

lá estarei, caso a prova de útero que me calhou este ano venha a repetir-se. caso contrário, não obrigada. ou a minha vida de empreendedora-freelancer muda MUITO ou o namoro ficará por aqui.

one day stand 

 

 

 

ponto de situação

é verdade. ainda não fui ao #websummit. por isso ainda não tenho nada para dizer sobre o assunto. tenho acompanhado os tweets e eis o que me ficou na memória: muita gente, muita coisa a acontecer, os transportes à pinha e uma noite lisboeta bem animada.

 

amanhã vou aproveitar o dia todo por lá e espero ver duas ou três conferências (ou talks, sei lá) e encontrar alguns amigos. 

 

entretanto, algures nos EUA, houve pessoas que tomaram uma decisão. o mundo acordou em pânico - como se fosse uma total surpresa. hello. havia dois candidatos. a Hillary, ainda que tenha seios e vagina, não valia por si. o Trump apareceu como figura genuína. sabemos com o que podemos contar. não é bonito, não. espero que o Zizek tenha alguma razão e aconteça, de facto, alguma coisa depois disto

 

faço minhas as palavras do Francisco da Silva:

 

A política é uma ciência. A comunicação também. 

Sempre que via um debate do Trump com a Hillary afirmava que ele estava a conseguir chegar aos eleitores e que por isso estava a vencê-los a todos. 
No dia seguinte via os especialistas dizerem em uníssono que a Hillary tinha ganho. Tinha classe, educação, vestidos bonitos...

Perguntava aos apoiantes da Hillary uma ideia, uma proposta que ela tivesse apresentado. A resposta era sempre a mesma: "não é o Trump". Essa que foi a linha condutora da estratégia de campanha da candidata e contribuiu decisivamente para o resultado. Essa foi a única mensagem que a Hillary passou nos debates. Nem em política externa foi capaz de brilhar, e se todos esperávamos que fosse dar show, porque disso ela percebe mais que muitos presidentes juntos. 

Cheguei a ouvir vindo de pessoas que se dizem de Esquerda o argumento "porque é mulher!". Porque não então apoiarem a Sarah Palin?

Ao mesmo tempo todo o mundo intelectual se revoltou contra o burro, o alarve, o indigno, o boçal sem sequer perder 5 minutos a tentar compreender o fenómeno. Olharam sobranceiramente para os Americanos e chamaram-lhes de alarves, indignos, boçais... Não perceberam que estavam só a dar mais força a Trump. E ele dizia: "vejam, o Mundo inteiro diz que vocês são como eu". Há melhor endorsement que esse? 

Zizek compreendeu bem a questão, aliás, já no seu livro "First as tragedy, then as farce" explica o fenómeno Berslusconi e alerta para a possibilidade de isso um dia vir a acontecer nos USA. No entanto era acusado de estar a apoiar Trump só para ser irreverente. Trump estava a tornar-se no working class hero que John Lennon cantou. Representava o Americano desprezado pelas elites políticas que o casal Clinton representa, o Americano acossado e desempregado. 

Hillary era a elite de New York, os tais que destruíram as pensões, expulsaram as pessoas de casa, faliram bancos e negócios. Os coveiros do American Dream. 
New York não representa os USA. Tal como a City não representa o UK. Percebemos isso com o Brexit. Ou devíamos ter percebido. 
Hillary definitivamente deverá tê-lo percebido.

Quando Trump diz num debate que fugiu aos impostos porque Bill Clinton criou leis para ele e outros fugirem, e que não ia pagar impostos para pagar as despesas de políticos incompetentes como ela e o marido, 99% dos Americanos que pagam impostos sobre o seu trabalho concordam. Foi a partir deste momento que criei uma profunda conivcção do que seria o resultado final: porque esta não era uma campanha ao acaso. Pelo contrário, ia tornar-se um caso de estudo.

É preciso perceber as pessoas se queremos ganhar uma eleição. O wishful thinking e o achar que estamos do lado certo da história nunca ganharam eleições. Ainda há bem pouco tempo tivemos um exemplo disso no Brasil com a derrota do Freixo: tinha todos os intelectuais, artistas e pensadores do seu lado. Só faltou ter votos...

Há oito anos dizia que Obama não tinha ganho uma eleição. Tinha ganho o America Got Talent. A política americana, muito por culpa dos media, tornou-se um concurso de popularidade. Foram 8 anos em que Obama deu um show de politainment (politics+entertainment). E o Mundo aplaudiu. Inclusive deram-lhe o Nobel da Paz. 

Alertei para o perigo de um populista qualquer poder vencer este modelo baseado em imagem e não em ideias. Em piadas e não em política. 

Não estou nem feliz nem triste com a vitória do Trump. Como comecei por dizer, tanto a política como a comunicação são ciências. E na ciência temos de deixar as nossas paixões de lado e lidar com a realidade. 

No entanto também não alinho na histeria geral. Lembro-me que o Mundo sobreviveu a um Reagan e a dois Bush.

Mais uma vez se expõem ao ridículo os comentadores de sempre, os especialistas portugueses em política, eleições e campanhas. Os tudólogos que dia após dia nos nossos media a debitar teoria diziam que Hillary ganhava com cada debate, cada comício, cada sondagem. Se os virem por aí digam-lhes que a realidade ligou.

 

e faço minhas as palavras de deus, também: 

 

Screenshot 2016-11-09 14.10.43.png

 

para ajudar no "deal with it", eis uma sugestão:

 

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