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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

desde 2013

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foi em 2013 que foi publicado este livro. fui ao lançamento, em Lisboa. o livro passou a ocupar a minha mesa de cabeceira - onde estão tantos outros, à espera de tempo e da disponibilidade mental para a leitura.

em junho viajei para são miguel, mais concretamente ponta delgada. levei o livro comigo. comecei a ver algumas páginas ainda no aeroporto. o livro é pesado. mas tinha que ser, andava a adiar há tanto tempo. duas horas e pouco até ponta delgada. praticamente 200 páginas lidas. e no regresso para lisboa? outro tanto.

ainda me fez companhia numa viagem de metro, mas foi tão curta que nem consegui saborear a leitura. 

há dias fiz uma nova viagem a ponta delgada. e foi na ida e na volta que conheci o fim da história. 

que livro maravilhoso. um livro pesado. no ar, enquanto voava no avião parecia-me tudo muito leve.

a sensação que tenho quando viajo num avião é a de que acontece magia: eu entro no avião, coloco o cinto e depois quando desaperto estou noutro sítio. não sinto a turbulência. coloco tampões nos ouvidos e o barulho não me incomoda. 

foram precisas duas idas e duas voltas para ler este livro. e ter vontade de o ler novamente, confesso. mas as Flores esperam-me. o livro. ou a ilha? 

despenteada ao mais alto nível

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depois de ler as palavras do responsável da Associação de Hotelaria, Restaurantes e Similares de Portugal (AHRESP) fui a correr verificar como estava de (des)penteado

 

é que fui uma das muitas mulheres a quem a organização ofereceu um bilhete e não quero destoar no meio das muitas pessoas que vão estar no evento e que o senhor José Manuel Esteves descreve desta maneira, numa entrevista à TSF

 

"Esta gente não tem horários, estas pessoas têm uma realidade virtual e, portanto, nós temos que sentir que somos uma metrópole, que pulsamos 24 horas por dia, ao ritmo da globalização".

O secretário-geral da AHRESP lembra que vão estar em Lisboa pessoas com capacidade de investimento, de decisão, e de gerar efeito multiplicador em Portugal. "São pessoas ao mais alto nível", afirma. Por isso, defende a AHRESP, é preciso recebê-las bem e essa tarefa cabe também ao povo.

José Manuel Esteves sublinha que estes empresários não são empresários de fato e gravata e faz um pedido aos cidadãos de Lisboa: "Quando virem estas dezenas de milhar de pessoas a circular pela cidade, às vezes com um aspeto não muito agradável, sabemos qual é o perfil destes grandes empresários, uns jeans, uma camisa, um pouco até às vezes despenteados, sejam como habitualmente, simpáticos, disponíveis e sorridentes".

 

que tal? acham que estou bem? passo por empresária ao mais alto nível que vive numa realidade virtual e fan ran fan fan? 

 

i'll be back

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dizia-me o Bruno que eu tinha uma profissão muito perigosa: "ensinava" filosofia nos jardins de infância e no 2º ciclo

na verdade, às vezes sinto-me como o exterminador implacável, a defender a humanidade do comodismo do pensar, da falta de argumentos, da ausência de liberdade e responsabilidade dentro de uma sala de aula. as minhas armas são as provocações que uso para "pôr a malta a pensar". 

também partilho o sentido de missão, com o exterminador. sou implacável na colheita de abraços que levo a cabo, de quando em vez.

 

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"escolhe um trabalho de que gostes e terás que trabalhar todos os dias da tua vida, com um sorriso nas fuças" - confúcio ft joana rita

 

da série: don't grow up, it's a trap

[encontrei os pimpolhos no portão da escola, na hora de saída]

A.: olá, joana!
C.: olá, joana!
(eu) olá! então, estão à espera que alguém vos venha buscar?
A.: sim, a mãe deve estar a chegar!
(eu) ok. eu hoje vou sair sozinha, a minha mãe não me vem buscar...
A:: ó joana! isso é por que tu já és adulta!

 

 

(para quem chegou agora a este cantinho: chamo-me Joana e sou professora de filosofia, numa escola do 1º ciclo. sim, isso mesmo!)

e no domingo fomos casar a Sara e o Filipe

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houve vestido de noiva, houve atraso da noiva, houve um drone a recolher imagens, houve gin, houve comida - houve festa e as pessoas estavam felizes #win

foi uma festa bonita e foi super fixe ter partilhado este dia com os noivos, com o mano e amigos que fiz no Taekwondo (sem nunca ter praticado... e esta hein?)

o pior foi a segunda-feira... casamentos ao domingo dão cabo da 'ssoa humana! 

 

 

 

#euSofroMuito

 

pessoa quer contratar os meus serviços. pessoa diz que a associação está isenta de IVA: "não cobramos, nem pagamos". 

explico a pessoa que quando vai à staples comprar um furador para a associação, os senhores da staples cobram o IVA. 

da mesma forma, também eu tenho que cobrar o IVA às pessoas que contratam os meus serviços. mas não é para mim: é para um tal de estado.

não podemos pagar o IVA, diz a pessoa.

nesse caso eu não posso emitir recibo, logo não posso receber. logo, não podemos trabalhar em conjunto.

 

 

 

 

sobre os não lugares

estou a preparar um texto sobre a Utopia e o caríssimo Thomas Moore - consta que passam 500 anos sobre a publicação da obra.

curiosamente, encontro este texto da Cristina, sobre mudar de vida e afins. e apeteceu-me entrar numa de "cantar à desgarrada", mas sem fado, apenas com palavras.

tenho algo a dizer sobre as utopias e sobre o mudar de vida. fiz disso o lugar que ocupo agora e que até há algum tempo (atrás, nunca para a frente), era uma verdadeira utopia.

é curioso como todos "assinamos por baixo" as frases inspiracionais que nos motivam a largar tudo, vender o sofá e ir para a índia ou a terminar com a vida infeliz que o casamento nos proporciona. há aqueles que têm medo de dizer que ser mãe ou ser pai é horrível - há uma regra súbtil que nos diz que isso é maravilhoso. 

assinamos por baixo, partilhamos nas nossas redes sociais e depois entramos em pânico quando a mudança está ali mesmo à espreita. 

às vezes não é preciso coragem para mudar. às vezes não há tempo para ter coragem, para reconhecer o lugar que deixou de o ser e abraçar o novo lugar. tantas e tantas vezes somos a mudança a acontecer, em nós - e estamos convencidos que "é a vida", que "é a crise", que "é isto ou aquilo" que nos obrigam a mudar. e a mudança não é uma coisa romântica. a mudança é aquilo que nos acontece todos os dias. nem sempre temos consciência disso e então, quando essa consciência surge e temos que pensar e falar sobre a mudança, fica mais bonito colocar umas pinceladas de romantismo e de inspiração - para os outros. a verdade é que o tempo não corre a nosso favor e "the time is now". tens duas opções: mudar ou mudar. 

a utopia é pensar que nada muda: que ele nos vai ligar no dia a seguir, que os meus sapatos preferidos não se vão estragar, que o emprego é para sempre, que o café central da aldeia nunca vai fechar. 

 

 

 

 

 

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