Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

Mel & cumplicidade

IMG_2308.JPG

 

namoro à distância: cada uma de nós na ponta oposta da trela.

aproximação? só com biscoito.

depois alguns mimos e brincadeiras.

festas ao entrar na box.

e jogos com duas bolas de ténis - agora com três.

e passeios longos em que eu falo com a Mel e ela vai lá na vida dela, a explorar o mundo e, de vez e quando, pára, olha para trás e corre na minha direcção: quer mimo.

 

never dog walk alone 

estou apaixonada por esta miúda e a culpa é do Morais. olha, é uma relação a três. e resulta! 

 

(fotografia: Pedro da Rosa) 

e quando pensava que já tinha ouvido tudo nesta vida de freelancer...

 

...chega todo um novo critério para previsão de pagamento:

 

"pagamos-te quando recebermos os recibos verdes de todos os outros colegas"

 

hum?

portanto, o meu trabalho, que é individual, está feito. os meus recibos verdes estão enviados, a tempo e horas. e tenho que esperar que os outros colegas enviem os deles para EU receber?

 

vou arquivar ali na pasta que diz "(in)justiça" 

 

 

 

 

diz que isto no facebook é mais gatinhos...

Screenshot 2016-06-16 10.01.20.png

 

... e só isso explica que esta página, o facebook do MAC, tenha um gato na sua fotografia de perfil. o gato até se pode chamar nuno álvares pereira. ainda assim, talvez não se perceba bem o gato, ali, a representar uma instituilção.

 

eu sei: os gatinhos dão imensos likes. 

pois. 

e ter um profissional a tratar das redes sociais também é uma maçada... 

para arquivar em: isto não é fácil

 

encontrei um cão "à deriva" aqui na aldeia. meigo, dócil, seguiu até à porta da minha casa.

fotografei-o para colocar informação no site encontra-me

entretanto liguei para o canil municipal. 20 minutos depois de estar à espera, lá me atendem.

como o cão é dócil, abri o portão e pensei: fica aqui no quintal até o virem buscar. vai ser mais fácil de localizar e ele não tem grande experiência a andar na estrada

resolvo ligar de novo para o canil a pedir que viessem directamente à minha rua

mais 20 minutos de espera. chamada cai. outros 20 minutos de espera. passo a mensagem e respondem que de manhã será difícil passar aqui alguém, mas têm o meu número e ligam

e passou-se o dia e nada

resolvi ligar para o sepna 808... e ninguém atende

ligo para gnr local e dão um número 21...  do sepna, para ligar

encaminham-me para a polícia municipal

daqui pedem que entre em contacto com a protecção civil

aqui sou muito bem atendida, explico a situação e dizem-me que só o canil terá os meios para fazer a recolha. mas já passa das 16h. a senhora dispõe-se a ligar e depois dizer-me alguma coisa.

ninguém a atende.

liga-me, a senhora da protecção civil, a comunicar que não foi feliz na comunicação com o canil

 

desde as 10h. desde as 10h da manhã

 

entretanto, descobri algumas carraças gigantes no cão

ele é muito meigo e merecia melhor. merecia até que os serviços competentes efectivamente SERVISSEM os apelos que chegam. tanto apelo à participação dos cidadãos mas depois... é isto

 

volto a tentar ligar para o sepna. ninguém atende.

 

 

 

"queres ir à praia?"

isto, pela Susana Romana: 

 

Chegou a altura do ano na qual mal vejo 70 por cento dos meus amigos porque os planos recorrentes são sempre “ir à praia”. Ora eu não gosto de praia. Corrijo: eu gosto do local praia, detesto o ritual de ir à praia e acho a coisa menos relaxante da vida. Uma ou outra vez no ano ainda é naquela, mas se for recorrentemente acho que prefiro ver tinta a secar. Isto porque para mim um dia em que o programinha é “bora para a praia!” resume-se a isto:

8h50 – acordar (via despertador ou, geralmente, via gatos a jogarem à rabia com a minha cabeça).

8h51 – passar por toda uma tômbola de indecisões que implicam, entre outras coisas, tentar pensar se faz ou não sentido tomar o pequeno almoço (porque comer muito antes de ir para a praia faz mal, apesar de eu não me submergir no mar desde 1995) ou se vale ou não a pena tomar duche (o tempo que passo sentada na cama a pensar nisso dava para tomar 12 banhos com leite de burra, como se fosse a Cleópatra).

9h20 – levantar o cu da cama.

9h21 às 10h30 – andar pela casa tipo barata tonta a tentar perceber o que preciso de levar. Onde estão as toalhas? Levo bolachas? Levo a carteira ou passo só o básico para um porta moedas? Os adultos podem usar braçadeiras? Levo casaco para se ficar frio? O creme protector para o corpo é diferente do da cara? É desta que vou ler aquela edição de capa dura do Círculo de Leitores do Moby Dick?

10h31 – pegar numa mala excessivamente cheia de merdas que não vou precisar. Olhar para as pernas. Perceber que preciso de ir dar um jeitinho com a gilette. Garanto ao Jorge que não vou demorar mais de cinco minutos.

10h32 às 11h11 - descobrir que tenho toda um parque nacional Peneda Gerês em mim. É normal ter-se pêlos na parte de trás dos joelhos?

11h12 – fazer vistoria às pernas e às zonas podengas. Concluir que já não tenho pêlos. Passar água nos cortes de gilette.

11h13 – procurar um biquíni ou fato de banho que não esteja todo escafiado por estar enfiado o ano todo no fundo da gaveta das cuecas. Vestir-me. 

11h17 – sair, chinelando pela calçada porque não sei andar de havaianas.

12h – chegar à praia . Encontrar um pedaço de areia que não fique entre uma família disfuncional e um grupo de Erasmus polacos que nunca viu um termómetro acima dos 17 graus.

12h05 – passar longos minutos a pensar se me vou despir ou não, tal é a vontade de passar protector nas minhas coxas do tamanho de sequóias.

12h25 – tirar a roupa. Tentar com nojinho sentar-me sem me sujar de areia.

12h26 – assemelhar-me a um croquete feito por alguém com tourettes.

12h27 – querer ir à água, não querer deixar os meus pertences sozinhos. Ouvir 15 vezes que nunca ninguém rouba nada na praia. Pensar para mim que só não roubo i iPod touch dos Erasmus polacos porque ia tralhar ao correr na areia.

12h28 – caminhar até à água, olhando para os meus pertences cerca de 32 vezes ao longo do caminho.

12h30 – meter os pés na água. Está um gelo. Olhar para o horizonte bucólica só para não dar a parte de fraca de que só estive no mar 9 segundos.

12h32 – sair da água, que só me molhou os pés e um joelho incauto.

12h33 – perceber que o gelo da água me deixou com vontade de fazer xixi.

12h34 – meter de novo os pés na água. Pensar se vão topar se me meter a mijar pelas pernas abaixo.

12h36 – ir até ao bar da praia fazer xixi. Não pensar no nojo de estar num WC público descalça. 

12h40 – regressar à toalha.

12h41 – perceber, com a ajuda da luz solar, que falhei redondamente na missão gilette. Continuo a ter pêlos, mas fazem desenhos e padrões. Parece que tenho uma suástica na virilha.

12h43 – tentar ler.

12h44 – mudar de posição para ler.

12h46 – mudar de novo de posição para ler.

12h50 – deitar-me pegando nos livros com os braços esticados.

12h51 – edição do Círculo de Leitores cai-me na tromba. Desisto de ler.

12h52 – apesar de estar besuntada de creme e de só estar ao sol há nonossegundos, começo a sentir um forte escaldão nos únicos dois centímetros nos quais não meti creme. 

12h54 – tento comer bolachas. Vejo uma rapariga com barriga de tanquinho a beber um sumo detox. Volto a guardar as bolachas.

12h55 – bolachas deixam-me embuchada. Pego na garrafa de água. Parece que meti à boca o conteúdo de um saco de água quente, sabor a plástico incluído.

12h56 – mexer no telemóvel para ver as horas. Para mim aquela hora de praia já está bom. Para os restantes convivas é ainda a ponta do iceberg das sete horas que planeiam ficar naquele lugar onde NENHUMA actividade é sequer vagamente confortável. Invejo as cervejas do LIDL trazidas pelos Erasmus.

14h12 – levanta-se vento. Finalmente concede-se que não está agradável na praia. Equaciono tatuar nas nalgas o bonequinho que simbolizava o Wind no Captain Planet, por me ter salvo a vida.

Aguento isto, vá, duas vezes ao ano. Mais do que isso entra na convenção de Genebra.

sobre a indignação para com a recente demolição das obras de Vhils

"Isto é um muro. Obrigar a olhar para o muro é importante. O muro divide-nos ou junta-nos. Partir um muro é um acto simbólico. Destruir é inerente à criação. Qualquer criação implica destruição. Transforma, mas destrói sempre."

 

- estas palavras são do Alexandre Farto, conhecido por todos como Vhils, no #cafecentral  da revista Gerador #3 (jan.2015), partilhado com a querida Luísa Cortesão 

 

fui recuperá-las após a onda de indignação perante esta notícia

 

diz que a obra efémera não dura para sempre. e se há coisa efémera, nesta vida e além da própria vida, é a arte urbana 

 

11139406_889947551061650_7544660685383597716_n.jpg

© Rafael Espíndola, para a revista Gerador  

 

Pág. 1/2