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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"então e o que é que a senhora quer saber?"

 

ligo para a companhia de seguros:
- olá, o meu nome é joana e gostaria de saber em que estado está um processo de sinistro. posso dar-lhe a matrícula?
- sim, pf. diga-me o seu nome completo.
respondo. o pequeno pergunta do lado de lá:
- então e o que é que senhora quer saber?

 


podia ter respondido "o número do euromilhões ou o segredo da eterna juventude". mas respondi só (imaginem!!): 
- pretendo saber em que estado se encontra o processo, relativamente à reparação.

diz que vou receber uma carta registada e assim. tempos modernos, estes! sms, e-mail? nada disso. carta registada - só para o caso do carteiro passar aqui e ninguém poder receber a carta e vai mais uns dias para isto e para aquilo e passa-se um mês desde o acidente, do qual só fui culpada por parar num stop, vá. 

work, work, work

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& dance, dance, dance!

dos melhores investimentos nos útlimos tempos: a nomada desk. trabalho em pé, em casa, no home office e posso dançar enquanto escrevo, crio, agendo, invento, estudo. é mesmo muito bom. as contraturas musculares nem dão sinal de vida e sinto-me mais activa, com melhor postura durante todo o dia. 

 

quem disse que passar 8 ou 9 horas por dia, sentados numa cadeira, dá saúde à pessoa humana? hum? tudo em pé, a abanar a anca, vamuláver 

calhou cocó

Screenshot 2016-04-15 13.58.08.png

 

pois é: o tweet em destaque nesta conta esteve "no ar" uns bons 50 minutos. nesse tempo houve lugar a vários print screens e piadas com "reach orgânico", "calhou cocó" e afins.

a verdade é que a merda, a palavra em si, diverte-nos. e quando vemos o absurdo nesta imagem (uma conta institucional a largar um discurso deste género) divertimo-nos ainda mais. é absurdo.

pensamos: o gajo (ou gaja) enganou-se na conta, ao fazer o tweet. alguém fez uma brincadeira (de mau gosto e com evidente mau cheiro) e fez um tweet na conta do amigo que é CM nesta conta. será que o CM deixou o pc aberto algures no escritório? 

não sabemos. entretanto o tweet foi apagado e houve lugar a um pedido de desculpas. tudo formal, tudo dentro do "vamos apagar e pronto". 

 

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e vocês? como aproveitariam esta crise a favor da marca?

 

 

palavra do cliente  

 

afinal, a resposta via twitter estava correcta

com esta situação confesso que parecia um daqueles concorrentes que tem três portas à escolha e que não sabe bem em qual delas está o prémio maior e melhor

 

foi a resposta via twitter que se revelou verdadeira: 48h depois o valor foi reposto. pelo meio registo um telefonema do AB a dizer que não pode haver reposição e que eu terei que falar com a SS e uma conversa via facebook para tentar perceber se poderia reclamar com a SIBS, se há alguma forma mais segura de fazer este pagamento, e por aí fora.

 

lamento a falta de rigor na informação prestada e considero fazer os pagamentos directamente à segurança social: levar o dinheiro num envelope, onde vou escrever "trabalhador independente", nif e ano e mês. 

 

 

 

 

"coisas que acontecem"

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na segunda feira parei num STOP - e o carro que vinha atrás de mim também parou, mas na minha traseira. salvo seja, na do ornatos violeta.

e pronto, lá saímos do carro para ver os danos. "pensava que a senhora não ia parar", disse-me o senhor. "pois, mas temos stop e este cruzamento é sempre muito chato, passo aqui todos os dias", respondi-lhe.

 

declarações amigáveis, documentos, croqui, ah não sabemos o nome da rua, vamos ver na net e depois preenchemos. nesse dia deixei os telemóveis em casa. 

 

foi tudo muito rápido: o acidente aconteceu pelas 16h10 e pouco passava das 16h30 e eu já estava na escola. uma colega passou por mim e informou os alunos que talvez eu chegasse atrasada.

 

e depois?

marcar peritagem, levar carro para  a oficina, ver horários do bus, organizar com o mano para eu ficar com o carro dele. ligam da oficina: peritagem feita, venha buscar o carro, fica condicional e quando tivermos ok da companhia agendamos a reparação. 

combinar para ir buscar o carro: levo o twingo do mano, deixo estacionado perto da oficina, pego o ornatos, vou dar a aula, vou buscar o mano e vamos buscar o twingo dele. 

 

são coisas que acontecem, sim. mas lá que perturbam e consomem tempo e dinheiro... a única coisa fixe é poder andar com um twingo limpo e arrumado - ao contrário do meu que vai para dois anos que não vê uma lavagem.

 

da crítica da faculdade do juízo

(I)

 

- sabes, joana, não gosto muito dessas letras que tens aí nas calças.
- joana, essa camisola deveria ser noutro tom, não fica tão bem.
- professora joana, esse cabelo assim com totós... pareces uma criança.
- professora, essa tatuagem que tens no braço ficou um bocado mal feita.

🔺 felizmente não repararam que as botas já precisam de graxa. ufa. 

 

(primeros 5 minutos de "trabalho" numa sala de 4º ano, 1º ciclo)

 

 

(II)

depois de entrarmos na sala, de nos sentarmos, de vermos a agenda do dia, a C. levantou-se e veio ter comigo:

- joana, tu hoje estás muito normal.

- como assim?, perguntei.

- não estás nem toda de preto nem com cor de rosa. não estás gótica, hoje. estás normal!

- obrigada, C.

a C. voltou para o lugar, mas a meio caminho ainda me disse:

- estás a ver? eu hoje estou um bocadinho betinha! - e mexia no vestido, com uns folhos na manga.

- ó C. um dia destes também venho assim betinha como tu... - disse-lhe eu, a rir.

a B. que estava mesmo ao meu lado abanava a cabeça e dizia:

- isso não faz sentido nenhum, joana. tu vestida à betinha? não faz sentido nenhum!

 

(primeros 5 minutos de "trabalho" numa sala de 4º ano, 1º ciclo)

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