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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"eu sinto que tenho confiança em vocês"

no meio de um jogo da filosofia, a S. fez uma revelação. o exercício era: "imagina uma boa razão para guardares uma coisa só para ti. diz-nos qual é essa razão".

 

mas a S. foi mais longe. pensou nessa coisa que guarda só para si. e em vez de nos contar a razão de guardar, partilhou connosco. era um segredo.

"os meus pais discutem todos os dias e eu tenho medo que eles se separem. eu não conto isto a ninguém porque fico triste quando penso nisso."

 

perguntei qual o motivo da S. para nos contar isto, a nós, que estávamos ali numa oficina de filosofia, em pleno ATL. 

 

"eu sinto que tenho confiança em vocês"

 

nesse momento pedi à S. que viesse ter comigo. e demos um abraço demorado. o grupo ficou em silêncio (e se são meninos agitados!). 

 

"agora se virmos a S. triste já sabemos que ela está a pensar nisso. e podemos animá-la."

senhoras e senhores, isto também é filosofia para crianças. 

querido São Pedro, esta páscoa peço sol! só isso! e é por uma boa causa

Hoje eu estou feliz por estar contigo 
Cedo o Sol começou a brilhar 
Hoje até o tempo é nosso amigo 
Mas que bom que está p' ra passear. 

Passear contigo, amar e ser feliz 

O que mais quero da vida 
Ter amor e muito amor p' ra dar 
Ter amor e muito amor p' ra amar. 

Passear contigo, amar e ser feliz 

Mas que importa que se diga 
Que amar assim é a brincar 
Vem Amor, vem passear. 

Vem ver como a tarde está linda 

E como é tão bom ficarmos sós 
Se o dia acabar o amor não finda 
Porque há muito amor dentro de nós. 

 

2016-02-20 10.38.06.jpg

 

coisas que não percebo

 

uma das turmas com a qual estou a trabalha neste ano lectivo é uma turma que não é um grupo. são crianças de 9 anos, muito queridas, mas muito centradas no seu umbigo. fazem queixas uns dos outros, têm o "não fui eu" e "não é justo" debaixo da língua e repetem isso de forma automática.

 

na última aula do segundo período estive trinta minutos à espera que fossem criadas as condições para começar os trabalhos. muito barulho, acusações, distracções e afins. eu sentei-me e esperei. uma das alunas disse: "joana chama a directora. se ela aí vier, nós portamo-nos bem".

porquê?, perguntei eu.

"nós respeitamos a directora", disse ela.

e a mim, não me respeitam?, perguntei.

a pequena ficou sem resposta. no fundo, eles temem a directora e se calhar até me respeitam. o problema é que só estão habituados a que gritem com eles e isto de uma pessoa não gritar, de passar a responsabilidade do que está a acontecer para o grupo - isso simplesmente não funciona. e estamos a falar de crianças que já têm 9 anos - não são nenhuns bebés e já trabalhei com grupos de crianças mais novas com os quais estas regras simplesmentes funcionavam.

a páginas tantas, solicitei uma troca de lugares para acalmar uma situação entre dois alunos. a L. disse lá do fundo: "isso não é justo, eu também quero trocar". e sabem o que aconteceu a seguir?

eu disse:

 

"L., e achas que é justo que eu esteja há 30 minutos à espera do silêncio necessário para começarmos a aula? achas que é justo que eu tenha que gritar para vocês me ouvirem? achas que é justo eu ter preparado um trabalho em casa, para nós fazermos e vocês não estarem disponíveis para trabalhar comigo? achas que isso é justo? deixem lá de pensar nos vossos umbigos e colaborem uns com os outros, colaborem comigo. por que essa estratégia de chamar a directora não dá comigo. e se for para a chamar é para que TODA a turma sofra consequências - não vamos entrar no jogo do não fui eu e ele é que começou ou basta tirar o H. e o R. para que tudo corra bem."

 

não consegui trabalhar com eles - e até enviei um recado na caderneta de um deles, que saiu da sala a chorar. é que já na semana passada tínhamos combinado que o comportamento teria que melhorar MUITO - e só piorou.

 

às vezes sou uma professora à beira de um ataque de nervos. 

dias de [inserir festividade a gosto]

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cá em casa as tradições são coisas menos tradicionais. o dia do pai há muito que deixou de ter significado para mim, pois o meu pai sempre foram a minha mãe e o meu mano. e para estas duas metades de mim, todos os dias são dias deles.

há 8 - quase 9 - que sou o "outro pai" do Santiago. acho que já terei explicado esta história por aqui.

e ontem o Santiago preparou-me esta pequena surpresa:

 

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"estar com os copos"

 

os senhores do PAN conseguiram uma vitória para os copos menstruais: iva a 6%. o mesmo para a soja, o tofu e o seitan. 

de acordo. agora só é preciso que haja educação e informação sobre o uso dos copos menstruais: são coisas muito modernas e in e ecológicas e o fan ran fan fan - mas exigem cuidados específicos na sua utilização.

usar pensos ou tampões parece ser coisa de 'ssoa ultrapassada ou antiquada, mas o certo é que ainda é uma escolha necessária ou viável para muitas mulheres (exº: se o dia-a-dia implicar estar fora o dia todo, em viagens, a utilização adequada e higiénica dos copos não é propriamente uma realidade).

 

não me venham com a ditadura dos copos menstruais, pf. eu como seitan e soja há anos e nunca obriguei ninguém a fazer o mesmo. 

 

pérolas de pais

no final da aula de filosofia, temos por hábito espreguiçar. eu conto até 3 e espreguiçamos em conjunto. 
porquê?


- o trabalho de pensar cansa e esse cansaço não é visível fisicamente. assim, serve de barómetro para perceber quem esteve envolvido no trabalho, ainda que (por exº) não tenha participado activamente;
- é um ritual de encerramento, cria e fixa uma rotina: o trabalho do pensar terminou!
- serve para descontrairmos e relaxarmos. 

numa das turmas, no momento de espreguiçar, o F. não o fez. e veio ter comigo:
- joana, a professora titular diz que espreguiçar é falta de educação.

fui salva pela R., que disse: 
- não acho, o meu pai até diz que é bom, pois serve para ficarmos mais relaxados. 

 

(UFA!) 

opostos

 

'ssoa da empresa que não me conhece de lado algum:

compreende o meu pedido de dilatação de prazo, derivado de trabalho intenso e cansaço 

 

 

'ssoa da empresa com a qual colaboro há 2 anos:

não compreende o meu pedido de dilatação de prazo, derivado de trabalho intenso e cansaço

 

 

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