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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

para o #livrodeelogios

"Obrigada Joana :)

Acabei agora de preencher o formulário. Gostei muito da sua aula, não só pelos conteúdos que me interessam particularmente mas porque gostei muito da forma como nos conseguiu cativar! 
beijinhos e espero revê-la mais vezes na FLAG"
 
 
a isto se chama começar com o pé direito, na formação em social media, na FLAG - onde eu já fui formanda.  YEAH! 
 

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num intermarché perto de si

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os senhores do intermarché convidaram-me para falar sobre animais e sobre o voluntariado na UPPA - União para a Protecção dos Animais 

 

além disso, resolveram fazer algumas perguntas sobre a minha "vida de blogger" - e eu respondi!

a entrevista pode ser encontrada numa das lojas intermarché, no folheto dos mosqueteiros :)

 

as fotografias são da autoria da Marta Poppe -  projecto Profile Me 

 

(as fotografias do artigo chegaram-me via twitter - obrigada @roy3d ) 

"ela já teve filosofia e não era assim"

 

nas minhas aulas a criançada tem um caderno, chamo-lhe o diário de filosofia. ou simplesmente caderno. há duas regras que os meninos têm que cumprir: colocar a data e depois escrevem o que querem. podem desenhar, até.

isto significa que há pessoas que copiam tudo o que fazemos no quadro, outras só algumas partes, outras fazem desenhos. outras não fazem nada.

 

resultado: num dos grupos a professora titular precisou de um caderno para os alunos estudarem [não percebi bem o quê]. então, ao verificar o que estava nos cadernos, decidiu que eles deveriam usar os de filosofia. motivo? por que só tem desenhos e outras coisas.

perguntei à criançada se tinham explicado as regras do caderno. eles disseram que sim, mas:

 

"joana, a professora disse que aquilo não era filosofia. é que ela já teve filosofia e não era assim".

 

ah. muito bem.

é curioso. portanto, a senhora que há-de ter tido filosofia no secundário acha que pode opinar sobre o que se faz ou não na aula de filosofia do 1º ciclo.  sem perguntar, sem ir assistir a uma aula, sem conversar comigo sobre aquilo que viu nos cadernos. 

será que também posso abrir os cadernos dos alunos, referentes às aulas dela e começar a opinar? tenho a certeza que muitas das coisas que eles estão a aprender agora não eram assim quando eu estudei. 

 

 

beijinho bom

depois de tantos anos a analisar relacionamentos, teresa descobriu que tudo se resumia a um beijo. já nao queria saber de como trataria os seus animais nem sequer os seus filhos, cozinhar já ela sabia fazer e sobre os filmes já tinham chegado a acordo de que não adormeceriam a meio;  ao fim do dia, o que interessava era o beijo. queria saber se era demasiado intrusivo ou se, pelo contrário, lhe deixasse espaço para ela própria descobrir o sabor da língua dele. se era demasiado húmido nos cantos ou se a humedecesse completamente sem que desse conta, se fazia parte do pacote "vou te foder" ou se era um doce sempre apetecido a qualquer hora do dia. depois de tantas experiências, o tempo morto entre o tocar a campainha e os sogros abrirem, aquele espaco entre o elevador chegar ao andar pretendido, era ali que entrava o beijo, a cumplicidade dos sabores comuns, o toque que salva e separa tanta gente. descobriu que o mais importante era mesmo o beijo, a junção dos lábios e língua com os olhos fechados e a porta aberta para novas sensações. que se lixe os cães e os miúdos que para isso está cá ela, o beijo, o prazer de ter alguém a tocar-lhe na entrada da alma, era isso que ela queria. e nao descansou até conseguir encontrar alguém que se encaixasse nela.

 

furtado DAQUI 

"controlá, controlá"

 

a meio da aula, oiço música. parecia lá ao fundo, mas não era.

o A. tinha o telemóvel discretamente poisado em cima da mesa. 

"ó kamarada, arruma lá o telemóvel, aliás desliga a música e arruma o telemóvel"

"ché, joana, qual música?" - disse o petiz, achando que... enfim.

"essa música do badoxa, que estás a ouvir"

ele franziu o sobrolho, olhou para o telemóvel e depois para o J. e o G. que estavam ao lado.

"tu conheces mesmo, joana"

 

é isso aí. controlá, controlá. 

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