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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

gotta love these dog days

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dos essenciais no voluntariado: calçado confortável, protector solar (nota: o bronze uppa é qualquer coisa de fazer inveja ao bronze do querido Nelson Évora), sacos para recolher os cocós, o púcaro dos bons sons para dar de beber à sede no chafariz dos passeios, biscoitos para recompensar os UPPAlianos mai'lindos 

 

e antes de seguir para o albergue, uma quick stop na box cá de casa, para amarfanhar o Friqui Dog, o Félix e o Farrusco - e o Kioko que está de fim-de-semana aqui na aldeia 

 

já no albergue, uma equipa de voluntários de coração grande lavou, limpou, deu medicação, passeou, apanhou cocós, recebeu novos voluntários, recebeu possíveis adoptantes, alimentou e mimou os setenta e picos canitos que por lá se encontram

 

como sou uma 'pariga de sorte terminei a noite com sushi, gin e amigos, em conversas mais ou menos sérias sobre isto ou aquilo

 

e ainda fiz um amigo, que me surpreendeu com umas lambidelas boas de carinho (hey, nada de piadas parvas, estou mesmo a falar de um cão!)

 

foi um sábado extremamente positivo: um verdadeiro dog day, do primeiro ao último minuto

 

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há quem esteja em modo "prolonga as férias como conseguires"...

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...por aqui o projecto é outro e chama-se "tirar horas de férias". a verdade é que, pelo segundo ano consecutivo, não consegui tirar ou estar de férias. foram algumas as solicitações durante junho e julho e desde que o ano lectivo acabou que não tenho parado. aquilo que faço, sobretudo, é escrever e procurar trabalho - remunerado. 

e entretanto chegou a confirmação de um aluguer de serviços (juro que é assim que lhe chamam) para 20h num ATL, com a criançada. e eu não pude dizer que não. ser freelancer tem destas coisas: temos que aproveitar o trabalho, quando ele aparece. e neste momento não estou em condições de dizer que não a oportunidades como esta.

o meu alarme dizia: "ganhar para pagar o IVA" - foi esta a motivação para me levantar, durante os últimos 15 dias. depois, quando chegava a lisboa e caminhava 1,5km até à escola, a motivação era qualquer coisa como "desafiar esta criançada a brincar a pensar".

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no seguimento do projecto "tirar horas de férias" fui até ao jardim da estrela, ouvir um concerto do Luiz Caracol. e visitei o Museu Nacional do Azulejo - a entrada são apenas 5 euros e a hora que por lá passei foi bastante agradável. recomendo!

 

depois também houve um almoço num sushi fantástico na almirante reis, acompanhado de vinho tinto e na companhia de um jovem filósofo. discutimos metafísica, ética e ainda colocamos em prática alguns dos jogos que costumo fazer com os miúdos. e não há fotos para documentar! 

 

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e à 9ª oficina de filosofia sinto que a criançada está a tomar-lhe o gosto. e pronto, vai já acabar. e não posso prometer que vou voltar a vê-los. 

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pelo meio, um passeio e tempo para a brincadeira com os cães mais felizes do mundo: os que me adoptaram, claro. 

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mais uns passeios por lisboa, a pé, de metro, para apanhar sol nas fuças - isto também é tirar horas de férias.

e ainda uma entrevista colectiva para um trabalho, em lisboa (ou almada ou cascais), que implica 5h em pé + 1h de almoço, de segunda a sexta, com um vencimento base de 315 euros. 

e é fazer as contas: descontar o dinheiro da gasolina, do passe do metro, os 15 minutos que tenho que dispensar "pois é necessário chegar mais cedo", e um contrato que é de 30 dias e que implica descontar apenas 11% para a SS.

ou seja, não me inibe do pagamento da SS enquanto RV, não é numa área que me encha as medidas e vai ser fisicamente exigente. e para quem está há 2 anos sem férias - e com um sem número de cvs enviados e a aguardar respostas... acho que vou passar a "oportunidade" para as raparigas de 19 e 26 anos, respectivamente, que partilharam comigo o momento da entrevista.

 

entretanto: o livro para terminar e enviar ao senhor editor, uma proposta de formação para enviar, um orçamento para ensaio de texto, uma entrevista para transcrever, um Café Central para preparar assim que o gerador regresse de férias e... fingers crossed. preciso mesmo que setembro seja querido e fofo comigo e me traga boas notícias.

 

 

verbo UPPAliar

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uppaliar 
verbo intransitivo
1. lavar e limpar
2. passear
3. pipetar
4. preparar refeições
5. alimentar 
6. gravilhar 
7. jardinar e cavar buracos 
8. regar 
9. mimar 
10. sobreviver aos ataques de mimos  
11. levar ao veterinário
12. arrumar
13. receber futuros adoptantes e padrinhos 
14. chipar e vacinar 
15. conviver 

(...) 

e todos os sábados, todos os dias, podemos ir acrescentando sentidos a este verbo

 

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e volto aos agentes funerários dos beirais

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sim, aqueles que têm uma profissão e que supostamente vivem dela, sem que a dita lhes dê uma remuneração. às vezes esses deixam cair coisas que nos fazem deduzir que afinal a vida não lhes é assim tão madrasta. afinal, às vezes há quem morra e é preciso fazer o funeral. e depois ganham dinheiro. 

escusam é de me dizer que não ganham nada com X ou Y para eu me sentir colaborativamente "obrigada" a voluntariar-me para isto e para aquilo. 

estamos todos em regime pro bono e é por isso que te pedimos que colabores - é mais ou menos este o tom. 

e depois tu vês coisas. coisas que não batem certo com o carácter pro bono. questionas, conversas. e decides que a tua vida não é como a dos agentes funerários dos beirais. tu não tens uma profissão, até fazes várias coisas e tentas que cada uma delas te dê dinheiro para pagar as contas e assim. 

fico feliz quando se lembram de mim para um trabalho.

fico ainda mais feliz quando se lembram de mim para um trabalho remunerado. 

 

 

 

 

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