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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

questionar. se há coisa que faço bem...

...é questionar.

os outros e a mim.

 

e hoje via um episódio dos beirais e perante a figura dos dois agentes funerários pensei: "mas já morreu alguém ali naquela aldeia? do que é que aquelas 'ssoas vivem?"

 

e depois pus-me a pensar na realidade à minha volta. 

todos nós temos um amigo ou um conhecido que vive um bocadinho como estes agentes funerários: têm uma "profissão" ou "actividade", falam que não têm ordenado (ou seja, nunca morre ninguém nos beirais deles), queixam-se que aquilo que fazem não dá para viver. MAS. 

MAS. vivem, sobrevivem, até vão de férias, vestem bem e almoçam fora todos os dias. 

notem: não morre ninguém na aldeia deles. são agentes funerários que nunca se viu enterrar ninguém.

e eu, freelancer, com a vidinha muito contada, sem férias há 2 anos, quase me sinto mal por andar a contar tostões e evitar jantar ou almoçar fora, poupar na gasolina ou aproveitar os descontos do cartão continente. por fazer mealheiros para ir aos festivais de música, para as tatuagens, para pagar o iva trimestralmente ou ter um pocket money para um miminho para os meus.

 

mas não morre mesmo ninguém naquela aldeia? hum? 

 

Beirais27.jpg

 (foto: rtp.pt) 

vamos imaginar, sim?

uma escola, do 1º ciclo, onde se encontram alguns técnicos contratados para as chamadas AEC - actividades de enriquecimento curricular. no princípio do ano, os técnicos questionam se, quando e como vão ser avaliados. é-lhes apresentado um formulário com alguns critérios e uma tabela de classificação de 1 a 10. 

os técnicos perguntam várias vezes como é que esse formulário vai ser aplicado, quais vão ser as formas (instrumentos, vá) de avaliação a ser utilizados. os professores, na escola, encolhem os ombros. não sabem. a direcção da escola não responde ou responde dizendo que ainda não sabe.

no final do ano lectivo, os professores, perdão, técnicos, recebem os tais formulários. o Luís, que trabalhava em três escolas do mesmo grupo, recebeu os formulários e verificou que a avaliação era muito díspar entre as três. o Luís resolveu perguntar quais eram os parâmetros que regiam os critérios e a tal tabela de classificação. o Luís, que é técnico de AEC no que ao ordenado diz respeito e um professor quando se trata de avaliação das crianças, assiduidade, pontualidade, competências pedagógicas, planificações e afins, o Luís ainda está à espera de saber o que é que fundamenta o quê. 

é claro que uma escola assim não existe. era grave: afinal, estes professores avaliam os seus alunos, pois estão diariamente com eles. e depois avaliam os técnicos das AEC sem nunca ter assistido às aulas deles ou ter especialização nas diferentes áreas do saber.

estamos só a imaginar, sim? 

retalhos da vida de uma freelancer

(ao telefone)

'ssoa da entidade: então podemos agendar para o dia tal e tal, duas tardes, uma oficina num dia e duas oficinas no outro?

ladyB: sim, claro, à partida podem ser esses dias. mas deixe-me confirmar na agenda e envio e-mail para acertarmos, pode ser?

'ssoa da entidade: com certeza, ficamos à espera.

 

e eu enviei o e-mail. e até agora, nada. 

 

*

 

(por e-mail)

'ssoa da entidade: pretendo marcar uma reunião para a semana. pode indicar-me um dia e hora favoráveis?

ladyB responde ao e-mail com 4 hipóteses de data. essa semana passou, a outra, a outra e até agora... nada. 

 

*

 

(por e-mail)

'ssoa da entidade: podes enviar já os números para vermos como correu a gestão da conta. e depois falamos.

ladyB: enviar os número implica fazer um relatório, coisa que não está orçamentada no plano de gestão.

 

resultado: nem relatório, nem reunião, nem gestão da conta.

 

*

(por e-mail)

'ssoa da entidade: "Para tal, será necessário que a Joana envie para os serviços (quanto mais cedo melhor) o recibo verde correspondente ao valor contratado".

ladyB envia RV no mesmo dia. recebe telefonema mais tarde:

"Falei hoje com a chefe de secretaria que me informou que o teu recibo com a data de Julho não é válido ou seja, o pagamento é feito em Agosto logo, o recibo terá de ter pelo menos o mesmo mês."

ladyB pede a contabilista paciente que anule o RV.

5_pillow_front.jpg

 

e agora vou ali reflectir sobre relações profissionais, parcerias e troca de favores.

 

beijinhos a todos, sim? 

 

 

 

foi bonita, a festa!

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com nervos à mistura, muitos convidados em palco para gerir e uma moderação para partilhar com o Miguel Ponte em forma de Amilcar Adeusinho, o crítico contratado da revista Gerador: assim foi a apresentação da quinta revista mai'linda de todo o sempre! 

 

a fotografia é do Herberto Smith e apesar do meu dedo indicador em riste acreditem que estava a dizer coisas muito fofinhas ao Miguel Ponte.

conheci-o numa acção de divulgação do VIH/SIDA, num longíquo 1º de Dezembro, ia eu a caminho das estreias do Teatro Rápido, no Chiado.

conversámos um bocadinho até que lhe disse: vou ao TR, aparece lá. poder ver uma peça em 15 minutos. e ele falou-me que estava num grupo de teatro amador, que estudava farmácia.

uns meses depois o Miguel estava a defender uma peça no TR. uns anos depois tornámo-nos cúmplices desta aventura chamada Revista Gerador. 

 

foi bom estar contigo no palco do MusicBox Lisboa, Miguel. 

acho que foi mesmo a parte melhor da noite, para mim.

beijinho! 

 

(o laço é handmade by Zélia Évora. e as unhas foram handmaded pela Guida, na Nails & Depil System) 

 

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