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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

vamos imaginar, sim?

vamos imaginar uma escola onde um professor trabalhou o ano todo, como técnico de AEC numa escola pública, sendo mal pago, como é norma neste tipo de trabalho em part-time.

na última semana de aulas o professor [vamos chamar-lhe Gabriel], então, o professor Gabriel repara no calendário de actividades de férias do ATL da escola. e vê que há um atelier de expressão dramática - AEC que ele assegurou durante o ano - com hora e dia marcado. 

perguntou aos responsáveis pelo ATL quem era a pessoa que ia assegurar a actividade. resposta: TU. 

assim, sem perguntar se podia, se estava disponível... se lhe apetecia, vá.

o ATL não pode pagar por todas as actividades e então recorre-se aos professores para o voluntariado - eis a justificação dada para o acto. 

assim, sem um beijinho no pescoço antes? - pensou o Gabriel, para si e para com os botões da sua camisa.

bom, disse ele, as minhas aulas, fora do regime AEC têm um preço. no mínimo, podíamos acordar um pagamento simbólico, para cobrir as despesas com as deslocações, por exemplo.

e o Gabriel disse que não. basicamente, o Gabriel disse que já tinha dado para aquele tipo de peditório e que neste momento canaliza o seu voluntariado para outras causas.

e sim, o Gabriel vai ter saudades das crianças. mas o Gabriel não tem que se sujeitar a estas situações, pois já provou o que tinha a provar enquanto profissional. o Gabriel precisa, agora, de ver o seu esforço e investimento recompensados, monetariamente, para que possa viver e pagar as contas.

mas notem, estamos só a imaginar que isto aconteceu, certo? o Gabriel até nem existe. 

dear john em modo dear banana

querido banana,

 

vi uma foto tua no facebook, com uma rapariga. duas mãos dadas. e um <3 fofinho a ilustrar o post. sorri. "have fun with whatever you want to do with your life". 

todavia, estou aqui indecisa. acho que deveria avisar a prorietária da mão que tu és um banana. que tão depressa mandas sms de 30 em 30 segundos, como de repente desapareces e te desculpas com um "não ando sempre com o telefone ao pé de mim". 

se calhar deveria avisá-la que devolveste um cão que adoptaste porque a mãe da tua criança não queria o animal por casa. será que a mãe da tua criança vai permitir que tenhas um relacionamento? vais devolver a proprietária da mão, caso a coisa se torne muito difícil e não saibas lidar com isso?

talvez a proprietária da banana seja tão banana como tu. eu cá, que sou toda uma melancia, desejo-vos o melhor. assim ao estilo da alanis

 

à querida banana, dedico este poema de Matias Damásio, just in case. 

 

felicidades, 'tá? 

.|. 

 

 

 

 

 

 

eu também me aborreço, deixem lá

compreendo. juro que compreendo se disserem que este blog é aborrecido. que aqui não se passa nada. nem me lembro da última vez que me indignei. ando ocupada com a minha vida (arranjar trabalho, trabalhar, fazer com que me paguem, inventar, criar e dar forma a ideias) e não sigo atentamente as indignações do dia. 

além disso, sei que há indignados profissionais a fazer isso nas redes sociais - sobretudo no facebook. assim, deixo essas coisas com os especialistas. 

 

também me aborreço com este blog, deixem lá. com a minha vida rotineira, de filósofa de pé descalço (ou de pantufos de verão comprados a 2 eur na primark), de voluntária (ainda por cima com animais... tsc tsc tsc), de 'ssoa humana e assim.

 

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aborreço-me tanto que a única diversão da minha vida é colorir. 

 

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mudam-se os tempos

 

quando a minha avó casou provocou o escândalo na aldeia: há 60 e muitos anos, a avó Dália casou pelo registo e não usou vestido. e não ficou com o nome do meu avô.

uns anos mais tarde, veio a irreverência de casar sem adoptar o nome do marido. dizia-se que se tinham queimado soutiens para isso e muito mais.

agora a irreverência passa por adoptar o nome do marido. é uma espécie de cena hipster, assim como aquela de usar uma cesta de verga ou tricotar a própria fita do cabelo. é um grito de libertação perante as malhas do feminismo exarcebado. 

mudam-se os tempos. afinal o que é que muda? 

ponto de vista

IMG_3247.JPG

em setembro de 2008 (ou terá sido outubro?) fui pela primeira vez aos açores. o destino era o faial e o objectivo dar formação a pais, professores e educadores. 

o meu mano tirou uma fotografia neste sítio. lembro-me que, por estar a trabalhar, não estive aqui e não vi a ilha do pico deste ponto de vista. sempre gostei muito daquela fotografia.

há um ano voltei aos açores., desta vez a angra do heroísmo, com direito a escala no faial. e consegui ver a ilha do pico a partir desta perspectiva. registei o momento. 

 

foi sempre a filosofia que me levou aos açores: ora para dar formação, ora para participar num encontro na universidade. 

aliás, a filosofia já me levou a braga, ao funchal, a maputo, à lourinhã, a portalegre, a sintra e a tantos outros sítios que tenho assinalados num mapa.

é por estas e por outras que eu digo que a filosofia é fixe. 

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