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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

filosofia em todo o lado, pois claro!

diálogos filosóficos dos manos Sousa sobre a problemática "o que é uma pessoa?"

eu - há dias encontrei um pitbull, estilo a Pucca, mas mais escuro, na rua, a passear com a dona. ainda a dona não tinha terminado de dizer "não tenha problema, ele não faz mal" já o cão me estava a lamber a cara.
mano - os pitts na maioria dos casos são muito pacíficos com pessoas. com os outros cães é que a amizade passa para outros níveis.
eu - então parece que sou uma pessoa.
mano - ou então o cão vê mal.

 

 

das tardes com coisas e 'ssoas preferidas

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ir ao teatro é, para mim, uma necessidade - não um luxo.

ter a oportunidade de ver albano jerónimo, custódia gallego e uma mão cheia de bons actores no palco do meu teatro preferido - o Nacional - era algo que não podia perder.

lamento ter de escolher tanto as peças às quais vou assistir - mas o orçamento não permite. assim, quando vou, saboreio cada momento.

antes da peça, um pulinho até ao segundo andar para ver as obras do vhils. já sabia da sua existência desde que tinha realizado o café central para a gerador #3, com o alexandre farto e a luísa cortesão. mas ainda não tinha ido visitar. uau. a simplicidade. e depois o sol de lisboa a entrar pela sala... perfeito. a somar a isto, a companhia da senhora minha mãe.

e a peça? pirandello. descrevê-la é pensar em humor e boas perguntas, sobre a vida e outras coisas que tais.

recomendo - só está em cena até ao dia 4 de abril. e aquilo que trazemos connosco, da peça, justifica cada cêntimo do bilhete.

 

 

é como quem diz, à terceira só cai quem quer. eu não quero, obrigada.

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a vida coloca 'ssoas estranhas no meu caminho. isso por si, não me incomoda por aí e além. é na boa. a (a)normalidade é algo com o qual convivo bem - e faço um esforço por alargar sempre e cada vez mais o meu conceito de normal.

não tenho as 'ssoas como seres naturalmente bons: ora pois, podem errar e fazer asneiras. também fazem muitas coisas boas. e eu dou uma segunda oportunidade. 

e dei. de novo, a partilha minuto a minuto do dia, uma data de coisas para fazer(mos), perguntas e respostas. afinidades. e eu achei que o desfecho súbito da outra vez não seria um cenário possível. outros passos tinham sido dados e havia outro tipo de discurso. 

e pumba. o silêncio. tudo de novo.

sorri e ri muito. "i told you so", disse de mim para comigo. 

abanei a cabeça. queria perguntar e saber o porquê, mas confesso que outras coisas precisam da minha energia, neste momento.

e continuo caminho.

"have a great life. have fun with everything you're gonna do."

xoxoxoxo

 

 

 

vou falar-vos de 24h da 'nha vida

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em junho/julho do ano passado estive na ilha terceira, a propósito de um encontro de filosofia para crianças. encontrei a dina mendonça e como eu tinha uma oficina combinada na ilha do faial, desafiei-a a partilhar a oficina comigo. foi a primeira vez que trabalhei em parceria com a dina, a gerir uma oficina de filosofia. foi difícil, pois havia ali várias linhas de pensamento para gerir - até aí tudo normal - mas uma outra com o mesmo papel do que eu. 

quando terminámos, a rosa - que tinha assistido à oficina - sorriu e deu-nos os parabéns. perguntou há quanto tempo trabalhavamos em conjunto. disse: começámos há uma hora, no mesmo momento em que esta oficina começou. ela sorriu. a sério? parece que fazem isto assim há anos. e então, querem ir a outra sala? (entenda-se, querem fazer outra oficina)

eu disse: não, obrigada. quero um gin tónico com vista para o pico, pode ser?

 

estava exausta. acumulava 5 dias de seminários, oficinas e conferências no encontro de filosofia, na ilha de terceira + a viagem de avião entre a terceira e a horta. e uma oficina de filosofia.

na viagem para lisboa comentava com a dina: já viste? acho que fazemos transparecer que isto é muito fácil. reparaste como a rosa estava entusiasmada com a possibilidade de irmos para outra sala, logo a seguir?

 

conversamos as duas sobre o gozo que isto nos dava - e o cansaço que se segue a uma oficina destas, em que tens que ter um foco, uma linha de pensamento que é a tua e gerir a das cabecinhas que tens à volta, preocupando-te sempre com a necessidade de aprofundamento filosófico. caso contrário, isto seria uma conversa de café em que as pessoas falam, falam, falam... e não dizem nada. e não é.

 

há dias estive a fazer oficinas em três complexos escolares. propus-me a isso: agendem uma oficina em cada complexo, de uma hora, a começar às 9h, com um intervalo entre cada uma. reparem no calendário:

9h-9h45 oficina 1

9h45-10h30 oficina 2

11h-11h45 oficina 3

11h45-12h30 oficina 4

13h-13h45 oficina 5 

 

nota: com cerca de 18/20 crianças por oficina. na última eram perto de 30.

perguntei à sabina (uma querida, note-se bem) se ela contemplava o facto de eu ter necessidade de um intervalo para ir ao wc, beber água... comer qualquer coisa e almoçar. é que pelo meio tínhamos 15/20 min de viagem entre as escolas - sim, o intervalo que ali indico é o tempo de viagem.

ela olhou para mim  e disse: mas ainda no outro dia fizeste isso! estiveste numa sala e depois foste para outra! demoraste 1h30m nas duas.

exacto. 

conclusão da estória: dina, nós damos a entender que isto é mesmo muito fácil. 

 

ah! e como terminou a maratona filosófica?

com olheiras até aos tornozelos e com a sensação de que me tinham passado com um cilindro por cima. é que as oficinas aconteceram na zona das caldas da rainha. 192 km depois, cheguei a casa com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que a sabina não iria repetir um calendário deste tipo - eu, pelo menos, irei recusá-lo. só não o fiz desta vez, pois queria experimentar o desafio. e sobrevivi! 

 

da sorte e do trabalho que isso dá

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tenho sorte, sim.

nasci numa família disfuncional, onde me permitiram ser quem eu sentia e pensava que era.

abracei um curso pouco convencional. filosofia, vejam só.

trabalhei numa área que não era a minha e com a consciência de que não era aquilo que eu queria. a par disso, criei um projecto onde me sentia realizada. tive o apoio do mano, da mamãe Sabel e de alguns amigos. trabalhava muito depois das 16h30 e aos sábados e domingos. tirava férias no banco para poder ir dar formação. 

cruzei-me com gente boa, pelo caminho. gente que acreditou no meu trabalho e na minha honestidade. trabalhei muitas horas nas redes sociais para promover o meu trabalho - isso levou-me a Maputo.

quando deixei o banco e fiquei desempregada, dois anos depois do méniere ter entrado na minha vida, sem pedir - arregacei as mangas e encarei o desemprego como a oportunidade para fazer aquilo que quero e gosto. estive desempregada apenas alguns meses e nesse período os meus amigos queixavam-se da minha falta de tempo: formação, bater às portas, fazer pela vida e tantas outras coisas faziam com que trabalhasse muitas horas por dia, a promover o que faço e a tentar criar emprego. lancei-me no social media management de forma séria. consegui um lugar no ensino, para filosofar com a criançada. fui convidada para um tedx e subi ao palco.

consegui. 

se olharmos para a remuneração e regalias de ser bancária, esta vidinha de filósofa e consultora em social media não compensa.

se olharmos para a qualidade de vida que tenho hoje, compensa. trabalho muito: às vezes trabalho muito para conseguir que me paguem, outras vezes para arranjar trabalho que me pague as contas no próximo mês.

faço escolhas no meu orçamento e todos os dias revejo a #toDoList.

tenho sorte, sim. mas cheguei aqui, passo a passo, com sorriso nos lábios e umas olheiras que por vezes me chegam aos tornozelos.

é caso para deixar um beijinho bom ao senhor que inventou o corrector de olheiras. 

 

 

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