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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

joana emprestou o seu caderno a um aluno - e você nem adivinha o que aconteceu a seguir.

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​quando um dos alunos se esquece do seu diário da filosofia, fica com o meu para poder escrever o que quiser
 
ontem o Pedro ficou com o meu caderno 
 
hoje abri o caderno e encontrei isto: 
 
"chamar sempre à professora: Joana ou franjinhas" 
 
 

 

como desarmar a professora de filosofia em 3 segundos

hoje houve troca de lugares na sala. a criançada está sempre a pedir e desde que se consigam organizar e chegar a acordo entre si, eu deixo.
às tantas o F. e o K. estavam na conversa. um diálogo intenso. 
sentados nas suas cadeiras, apareci assim com a minha cabeça entre as deles e disse:
- meus amores, sabem do que é que eu preciso?
o F. arregala os olhos e diz que sim com a cabeça.
- precisas de um beijinho.

rendi-me. disse: pois é, isso é uma boa ideia.
beijinhos entregues, acrescentei:
- também preciso de silêncio, pode ser?

 

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nunca tinha reparado. acho que...

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 ...foram os sinais de trânsito que me chamaram a atenção. ei-lo. de braços abertos. JC em todo o seu esplendor, às portas da morte. 

pensei duas e três vezes: mas isto é uma escola pública. que sentido faz ter aqui um crucifixo? comentei no twitter e com alguns amigos. 

no google encontrei vários documentos, incluindo ESTE onde há um senhor chamado Moisés Espírito Santo a dizer coisas como: 

"...as crianças são obrigadas a ir à escola, mas não são obrigadas a aprender símbolos religiosos contrários à educação dada pela sua família", disse, à Lusa o professor jubilado de Sociologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa. O investigador concorda com a retirada dos crucifixos nas escolas. "É um sinal de civismo e de maturidade política e democrática", acrescentou, não se opondo ao uso de símbolos religiosos pelos alunos, mas não pelos professores. "A escola do Estado deve abster-se de qualquer manifestação religiosa."

 

e eu estou com o senhor Moisés Espírito Santo: dispenso os crucifixos nas escolas públicas. 

é como a religião moral e católica ou educação moral e católica (não sei qual é a designação correcta): nas escolas públicas onde lecciono, esta... bom, nem é uma disciplina curricular, nem é uma aec. é uma "coisa" sem nome. bom, "isso" acontece a horários altamente privilegiados como as 9h da manhã ou as 11h. sim, privilegiados. qualquer professor daria tudo para poder estar com a criançada nestas horas em que a sua capacidade de concentração, atenção e tudo o resto é muito maior do que, por exemplo, às 16h30m - a hora durante a qual estou destinada a filosofar com os pimpolhos, diariamente.. 

já percebi que neste assunto das horas, deus levou a melhor. 

mas agora a sério: dá para sacar os crucifixos ou não? que coisa tão salazarenta! 

lágrimas

a M. apareceu-me a chorar. sim, apareceu-me a chorar: uma sala de aula é, tantas e muitas vezes, um espaço muito enorme onde não controlamos tudo o que lá se passa.

o que se passa?

foi o meu primo. foi-se embora para a austrália.

 

e chorava. até soluçava. alguma coisa a fez lembrar disto. 

 

M. eu e a I. vamos ajudar, pode ser? vamos dar-te um mega abraço em 3, 2, 1!

ajudámos?

 

e o sorriso voltou. limpei-lhe as lágrimas e pedi que escolhesse um lugar para se sentar.

 

"queres vir lanchar connosco?"

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e fui. a princesa Sofia recebeu-me no seu quarto como se eu fosse da casa. brincámos, vimos televisão e ainda jogámos com as minhas cartas da filosofia. partilhámos o wc juntas, momento de intimidade durante o qual a Sofia me mostrou um jogo que tem "um unicórnio com arco íris que sai do rabo". 

crepes com nutella, idas à rua com o Sky, lambrusco... tempo houve, ainda, para inventar uma língua nova. e para beber chá na caneca favorita do pai.

é bom estar entre 'ssoas humanas. 

às vezes fico encantada. outras vezes, não.

 

quando um cliente desiste dos nossos serviços de social media a primeira coisa a fazer é "unlike, unfollow..." e por aí fora. 

brincadeira.

a primeira coisa é acompanhar o trabalho da página de facebook, os conteúdos do blog ou a conta de twitter. e ver se consegues aprender algo. 

às vezes aprendo. juro. e fico contente por ver a marca a crescer.

outras vezes... assusto-me. fujo. e fico descansada pois, quem me conhece, vai perceber que "aquilo" já não tem mãos minhas.

me-do.

un-li-ke.

boa sorte, sim? e voltem sempre - ou apenas quando quiserem recuperar a vossa dignidade ao nível das redes sociais. 

livro de elogios

[há dias, na tal oficina com os pais dos meus alunos, um dos representantes da associação de pais repudiou o facto de eu solicitar que usassem o e-mail para me colocarem questões. dizia o senhor que "eu só uso o e-mail para refilar". 

eu acho que a vida do senhor deve ser muito um bocadinho limitada (e ponto final) no que ao uso do e-mail diz respeito. ora vejam só o que recebi há dias: 

 

«Joana, Franjinhas,

 
Comecei a trabalhar na CnP graças à tua sugestão!
Quero agradecer-te do fundo do meu coração a tua atenção e disponibilidade!
A verdade é que entre os meus muitos contactos tu és uma das poucas pessoas que eu sei que responde, mesmo que seja com um não tu respondes, isso demonstra sobretudo consideração.
Quero agradecer-te por isso e pelas ligações que andas a criar neste mundo!
Sim, sou lamechas e acredito que estas atitudes é que nos fazem melhores pessoas.
 
Obrigada =)»

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