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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"a festa foi bonita, lá isso foi"




no sábado, 26 de Abril, aconteceu o III Lisbon Kizomba Festival, organizado pelo Estúdio Sabor & Dança. o I aconteceu em Novembro do ano passado. o II em Janeiro. ainda que eu goste muito destes eventos, considero que correm o risco de os banalizar de tal forma que vai ser só mais um, e não a referência. 

a minha experiência no II Festival foi agradável. Ah! notem que este festival é dedicado à dança: há workshops com professores ligados às danças africanas (semba, kuduro, kizomba). não, o Anselmo Ralph não vai lá cantar nem nada que se pareça. 


o "menu" de workshops era francamente apetecível e tinha como "entrada" um momento dedicado só às ladies - que se revelou uma agradável surpresa, bem dirigido tecnicamente pela Andreia Maya. seguia-se uma tarde com nomes diversos da kizomba/semba e até uma oficina de kuduro com a Blaya, que constituiu o momento do dia: muita transpiração, desafio, simpatia e energia por parte da Blaya, que conquistou um público de todas as idades. 48h depois eu ainda sinto a rótula a queixar-se e há toda uma consciência corporal de uma série de músculos que em mim se encontravam adormecidos. 


há um aspecto negativo com o qual a organização terá que contar e que comunicar aos professores: uma vez que não é obrigatória a inscrição a par, as aulas têm que salvaguardar a possibilidade de troca de par - e isso tem que ser exigido aos professores. no workshop com o Tiago Alex a troca não acontecia: quem estava de fora ficou, simplesmente, sem par. num outro, com o Dasmara, o discurso era "quem tem par habitual pode ficar com o seu par, quem não tem... troca!". resultado: quem ficava de fora via-se obrigado a ir até ao outro estúdio, ver o que se passava: em roda, a troca de pares era obrigatória e fomentava outra dinâmica à aula. os professores também dançavam com os alunos, o que é sempre simpático. 


nota 20 ainda para a aula de Avelino Chantre (o homem dos seis joelhos) e Joana Machado. sim ou sim? SIM! 


o espaço escolhido para este festival foi francamente melhor do que o do anterior; mais espaçoso e arejado: o hotel altis, ali para os lados das Olaias, onde também se realizou a noite social. esta começava às 23h e incluía apresentações dos professores que tinham estado durante a tarde a partilhar o seu saber e técnica com os alunos. 


houve espectáculos muito bons: alguns contavam uma história, outros eram tecnicamente bons - e depois há o Avelino e a Joana. é isto.


a noite social terminaria ás 5h da manhã. todavia, a polícia apareceu pelas 3h e o volume do som teve que ser reduzido a som ambiente. pois. exacto. estranho, comentavam, o que faz aqui a polícia? quem se terá queixado? os hóspedes? ficamos sem saber. não houve uma alminha da organização que se chegasse à frente com uma explicação, com um pedido de desculpas. 


no dia seguintes encontravam-se alguns comentários no evento do facebook, onde as pessoas acusavam a organização de falta de frontalidade; lia-se que teriam sido apagados comentários no facebook. e neste "entretanto" ninguém da organização comentava ou defendia o evento. apenas uma dupla de professores acabou por desempenhar esse papel num post de agradecimento pelo convite e pela presença dos alunos. não houve uma informação oficial por parte da organização, permitindo que circulassem coisas do corredor do género "o hotel não autorizou a festa até às 5h", "foi o hotel que fez a queixa à polícia" - entre outros. 


como se pode ouvir no vídeo do Anselmo Ralph (não me toca) as pessoas fazem muita confusão no final de semana - deve ter sido isso, só isso explica a falta de frontalidade e de comunicação por parte da organização: no momento do incidente e nas redes sociais (apagar comentários negativos é de um amadorismo nas lides comunicacionais que não vos digo, nem vos conto).


este post seguirá em forma de link aos senhores da organização a quem agradeço a tarde bem passada - com as ressalvas atrás assinaladas - e a noite social quase perfeita - não fosse ter acabado mais cedo do que o prometido e com uma falha "muito enorme" de comunicação da parte do Estúdio Sabor & Dança. 


esperamos que o próximo Festival seja ainda melhor - mas notem, não há pressas, e temos que fazer um mealheiro para suportar a inscrição!










liberdade

filosofar em Maputo - e recordar Abril

 

 

filosofar com os "meus" atletas de Taekwondo

 

 

conversar com quem gostamos de ler

 

 

 

viajar, conhecer, cheirar, pisar

 

 

 

ouvir boa música, em boa companhia

 

manifestar(-me)

 

 

tatuar (na pele)

 

 

 

escolher

 

 

 

sentir (borboletas)

 

(por isto e por muito mais) GRATA POR TERES ACONTECIDO, ABRIL DE 74

praticamente um ano depois



concluo que a decisão foi pelo melhor. um ano depois, voltei ao otorrino para a avaliação de rotina dojóvidos e está tudo calmo, estabilizado. ao contrário dos 2 primeiros anos, em que as crises persistiam, insistiam e os acufenos não me permitiam fazer a minha vida de todos os dias. é certo que me vi forçada a deixar um "emprego digno" e a "optar" por uma profissão indignada. é certo que isso trouxe mudanças, reajustes, uma vida nova com um rendimento mensal inferior. mas a tranquilidade que isso me trouxe - e a estabilização da doença, do méniere... há coisas que não têm preço!


é triste que os doentes crónicos passem por momentos de incompreensão e de renitência por parte das entidades empregadoras, que não fazem um esforço para se ajustar às pequenas incapacidades dos seus colaboradores - que tantas vezes são pessoas competentes e com provas dadas.


é triste. é a realidade. e quem, como eu, não está a 100% para certas e determinadas tarefas (no meu caso, envolviam a exposição diária e contínua a equipamentos com forte índice de ruído), mas também ainda não está propriamente incapaz - apenas queremos salvaguardar a qualidade de vida... eu e as outras pessoas nestas condições deveriam poder escolher com serenidade, optar pela sua saúde, sem ter que ceder a discursos com "cheiro" a gestão pelo terror.


viver em liberdade, poder escolher. ter, criar alternativas. acho que foi para e por isto que se fez Abril, não?


praticamente um ano depois estou (sou!) mais livre.

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