Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

tinha que partilhar estas pérolas convosco

(o tema era vacinas e a não vacinação que pode ter consequências devastadoras. o local de discussão era o facebook, o mural de uma amiga minha)

 

comentei: [as consequências devastadoras] podem atingir os mercados farmacêuticos

 

e caíram em cima de mim duas senhoras. vá, uma de cada vez.

 

Senhora 1: Todos os argumentos anti-vacina são uma treta pegada, é que não há um unico que se aproveite.

 

respondi: há argumentos, há estudos. há alternativas.

 

Senhora 1: Quais medicinas alternativas, Joana? As medicinas alternativas funcionam pontualmente, a medicina que funciona e se prova que funciona chama-se medicina

 

[note-se, quem introduziu o tema das medicinas alternativas foi a senhora 1, que acrescentou: «há, há a alternativa de ter sorte e curar-se acidentalmente»)

 

eu disse, então, que seria uma miúda cheia de sorte. sim, comigo há alternativas que funcionam quando a medicina convencional não é capaz de me dar solução

 

Senhora 1: as medicinas alternativas prova-se com estudos sérios que não funcionam (excepto muito pontualmente, como o caso da acunpunctura)-enquanto que uma prática para ser integrada na medicina ocidental tem que se provar que funciona

 

[mencionei o caso Safira]

 

Senhora 1: Projecto Safira? ó valha-me a Santa! Desculpem, mas eu tenho um background cientifico e estas tretas tiram-me do sério. E hoje tambem não tenho tempo nem pachorra para a minha boa acção semanal e dar-me ao trabalho de explicar argumentações de treta.

 

eu disse, oiça; há tantos estudos que provam que as alternativas funcionam. e na verdade, os estudos valem o que valem. parece-me que temos que nos lembrar que se a medicina convencional é utilizada em maior número naturalmente conhece mais casos de sucesso. já a alternativa está «condenada» a ñ contar nas estatísticas pq ñ é colocada em prática com tanta frequência.

 

Senhora 1: os estudos valem o que valem, ou seja, NADA. Joana, ao contrário do que os apologistas das medicinas alternativas gostam de apregoar, a medicina ocidental não tem problemas em integrar pr'aticas clinicas que se provam que funcionam. Um dos campos em que há imensa investigação cientifica é na botanica e farmacopeia tradicional, por exemplo, e a acumpunctura foi estudada por neurologistas e é hoje usada para tratar dor crónica.

 

oh Senhora 1, oiça: para se provar que funciona, há que testar. há que trabalhar em parcerias com profissionais de saúde das ditas alternativas. e se há muitos médicos a prescrever/recomendar cartilagem de tubarão ou valeriana, outros há que riem qdo lhes é dito: pois, mas eu tratei-me com propolis e equinácia e ñ precisei recorrer a químicos

 

diz a Senhora 1: e é testado, o problema é que em 99% dos casos é efeito placebo refiro um caso de um cão cujo problema de pele foi tratado com homeopatia (porque nada mais resultava)

 

diz a Senhora 1: e é testado, o problema é que em 99% dos casos é efeito placebo eu ladro: sim, eu já vi um cão a ser «curado» com homeopáticos. e acredito que o bichinho ingeria os grânulos e pensava: rauf, isto vai fazer-me bem» Senhora 1: Joana, isso não significa que tenha sido a propolis e a valeriana que foram eficazes... A sério, com homeópáticos? Fantástico

 

eu: então significa o quê? foi o tempo que passou e curou?

 

Senhora 1: pode ser, pode ser mesmo isso. E até pode ser que a propolis tenha um principio activo que funcione, e pode ser que até seja o mesmo principio activo que é usado em medicamentos ditos é que por acaso, se há coisa que se prova INEQUIVOCAMENTE que não funciona é a homeopatia....mas amen. E o veterinário acha que foi o tratamento homeopático?

 

entra em cena a Senhora 2: desculpem lá vir meter o bedelho...mas isto não era acerca dos supostos perigos das vacinas? que alternativas são essas que a homeopatia ou whatever oferecem relativamente a vacinas, gostava de saber, já que parece pertinente dado o rumo da conversa...

 

ora então, pergunto: se a pessoa/animal é tratado apenas e exclusivamente com homeopáticos, os bons resultados do tratamento devem-se ao quê? ao passar do tempo?

 

Senhora 1: não, ao acaso (er... então o acaso é uma cena que cura? espera, há mais coisas que podem justificar a cura!)

 

Senhora 1: às pessoas terem minhoquinhas no quinto andar e nunca terem estado doentes, a factores pscico-somáticos, ao efeito placebo, a erros de diagnóstico (humm a medicina provada e que prova e tal...)

 

ora então, «às pessoas terem minhoquinhas no quinto andar e nunca terem estado doentes, a factores pscico-somáticos, ao efeito placebo, a erros de diagnóstico» - sim, mas para sabermos isto com certezas e provar que assim é ou não, não terá que haver um olhar da medicina sobre o ser humano, como se este fosse um todo?

 

Senhora 2: isso chama-se um olhar holístico e faz parte tanto da medicina como da enfermagem, por exemplo...

 

(parece que estamos a dizer coisas muito semelhantes)

 

às tantas as senhoras puxaram dos galões: ah eu tenho background cientifíco, ah eu sou enfermeira. e pronto, isto em filosofia chama-se o argumento da autoridade

 

Senhora 1: Sim, e temos que perder aquela coisa portuguesa de ter medo de apelar à autoridade, às vezes algumas pessoas estão mais avalizadas para falar de um tema que outras-a Elsa é enfermeira, eu sou investigadora numa àrea de fisica matemática, uso o método cientifico todos os dias-e tu, qual é a tua formação em seja lá o que for para alem de casos anedóticos de cães e homeopatas? Quantos anos da tua vida passaste com a mão na massa? é que entre mim e a Elsa vão uns bons 30 anos de experiência de campo

 

(oiça, eu ponho as mãos na massa para a educar. sim, já ouviu falar na educação das massas. e de repente trata-me por tu. que confianças são estas, oh xô tora?)

 

Senhora 1: pois, e sendo o teu cão paciente tambem deve estar em tão boa posição como tu para emitir opiniões (o cão não era meu, nunca disse isso, disse que conhecia um caso, já agora xô tora, também leva acento) perguntei: estamos a ficar agressivas ou é impressão minha?

 

resposta da Senhora 1: sim, estamos agressivas e a ser um bocadinho sádicas, porque hoje apetece-me bater em pessoas que dizem tontices

 

perguntei: portanto, neste momento já não estamos a dialogar, porque diga o que eu disser não estou a ser escutada, é isso?

(isto é de tal forma verdade que não cheguei a ter resposta a esta pergunta)

 

disse, ainda, às Senhoras: e lamento se disse tontices. esqueci-me de referir que tenho doença de méniere. é normal que diga tontices, dado que parte do tempo vejo as coisas a andar à roda. e ñ oiço vozes, mas oiço um motor a trabalhar nos ouvidos, e isto apita muito e tal. mas ñ são vozes, diz q é acufenos

 

e calei-me. tinha coisas para fazer. e estas pessoas faltaram-me ao respeito. há que ter muito cuidado quando se puxa dos galões científicos, nunca se sabe quem está do outro lado.

 

tal como se faz na filosofia para crianças procurei, aqui, dialogar com o outro, identificando tipos de argumentação, dando exemplos para argumentar e contra argumentar. mas às tantas o outro não me ouvia, nem lia, nem queria saber. assim, não vale a pena continuar uma coisa que não existe: o diálogo.

 

boa noite e até amanhã

ter fé na humanidade

É qualquer coisa como deixar o carro aberto, lá no bairro.

É toda uma prova de fé na humanidade (leia-se, é sinal que ainda não estou habituada a esta cena de ter um comando na chave do carro, daqueles que funcionam ao longe. Mas chamar-lhe fé na humanidade é mais inspirador, não é)

sopa de letras

é, a minha vida é muito isto: uma sopa de letras. onde os ingredientes são variados e têm sabores diferentes, consoante a altura do dia em que são ingeridos. uma sopa de letras e de coisas e de ideias e de projectos. às vezes encontro papeis e cadernos onde as ideias estão registadas. às vezes não ganham forma, porque não há tempo, porque não há vontade, porque não era uma boa ideia. às vezes são os outros que procuro envolver  que não dão um passo em frente. e eu não consigo acompanhar tudo aquilo que quero fazer. precisava de dias com 48 horas, de ligar para o emprego e dizer: oiça, hoje não posso ir trabalhar, tenho que ir ali espalhar magia e mudar o mundo.
sim, espalhar magia e mudar o mundo deveriam ser profissões a sério. olá eu sou a Joana Sousa e ando, desde mil nove e setenta e nove, a mudar o mundo. é um bom cartão de apresentação, não é?
gostava de ter mais tempo para estar mais com as minhas pessoas e com todas aquelas que quero conhecer e com quem quero partilhar coisas. e cenas, bué de cenas!
sim, eu tenho um emprego e uma vida normal. tenho contas para pagar, como todos vocês. mas não consigo ficar parada. nem o méniere me pára. nem a doença rara de que sou portadora. sim, há dias complicados, em que trabalhar é uma tortura (devido ao ruído das máquinas), mas procuro proteger-me o melhor possível. sim, sei que estou a perder audição e que o mais certo é ensurdecer a 100% do ouvido esquerdo, mas até lá quero encher-me de bons sons, para mais tarde recordar.
uma sopa de letras. onde não cabem as energias negativas, as invejas, o adormecimento da alma nem as lamúrias. nada disso. conscientes de que a vida não é cor de rosa, avançamos por ela adentro (ela, a vida) com vontade de a agarrar pelos cornos e tirar o melhor partido das coisas. CRESCER, mudar, SER, pensar, sentir, FAZER ACONTECER, querer, EVOLUIR.
step by step.

gosto de pessoas que arriscam em vez de ficarem em casa a lamentar-se

a frase não é minha, roubei-a, mas sem violência. a sério, gosto mesmo de pessoas assim, com fibra. e vitaminas e minerais e tudo o que pode fazer a diferença neste mundo. gosto de pessoas que sonham com os pés na terra, que fazem acontecer. que desejam e que querem. que sofrem desilusões, passam pelo luto e depois voltam à carga. cada vez gosto mais. cada vez procuro mais essas pessoas e quero tê-las à minha volta. gosto de pessoas capazes de ouvir, mas sobretudo daquelas que escutam. gosto das pessoas que não ficam pela epiderme e querem olhar, demoradamente. olhar e ver. reparar. gosto de perceber o porquê das coisas e o que nos faz andar para a frente. e o que nos motiva nesse processo.

mas (e este mas faz-me pensar).

mas olho e vejo que é cada vez mais difícil arriscar e mais fácil (natural?) lamentar-se.

clown

Is the music too loud
Is he eluding the crowd
Does he know how to sing
or it's terribly, terribly me
See that girl over there
Is she trying to get somewhere?
Don't you think she's a thrill?
Or is terribly, terribly me…
See that look in her eyes
Is she thinking that clown should die?
Does he know how to sing
or is terribly, terribly…
Why? Is it so hard to believe in those things that we need and
Why is it so?


The Gift


Pa pa ra pa pa pa pa...

a day in the life

get up! pequeno almoço, banho e make up (ups esqueci-me do rimel e só dou por isso quando estou a chegar ao metro). ADIANTE! metro, eléctrico e uma Lisboa fria, mas CHEIA de sol. GOSTO!

Livraria Ler Devagar (na Lx Factory, sítio muito cOOl)
«vestir a camisola Rua de Baixo» para a entrevista para o programa Sociedade Civil (vejam no dia 27, terça feira, o tema é cultura e o consumo da cultura). ouvir a expressão «dar ar à esquerda» e sorrir. falar, trocar ideias.
comprar um livro que há muito perseguia: Jesus Cristo bebia cerveja. tropeçar em gente conhecida «olá, tudo bem»?».  almoçar (batido de proteína) e partir rumo ao museu da electricidade. perceber que apanhei o eléctrico no sentido oposto e não me importar. mudo de planos. sair no cais do sodré e caminhar até à Pensão Amor. cappuccino e um livro. organizar a #ToDoList, preparar uma entrevista. adiar um café, marcar dois. encontrar outro rosto conhecido e beijocar um estranho (olá, sou a Joana, tudo bem?)
comer castanhas assadas enquanto observo quem passa, em Lisboa. tomar um café com um amigo (jornalista d'A Bola). pôr a conversa em dia antes que o jogo do sporting comece. passar pelo túnel onde se fala sobre cinema (agenda RdB). rumar até ao estádio da luz para orientar um bilhete para levar o afilhado à bola (wish us luck). tempo, ainda, para um café com um amigo (jornalisa do Record. damn, tenho que fazer amigos n'O Jogo!). rumar até casa e jantar, ler a Visão, ligar o pc. recordar a #ToDoList
e pensar que este dia valeu por dois. ou três.

 

 

há um cachecol verde e branco cá em casa

e a culpa é dos adeptos do Celtic, que são fabulosos e constituem uma moldura humana única em qualquer estádio de futebol. sabem fazer a festa como ninguém, independentemente do resultado da sua equipa.
comemoram cantos como se fossem «meio-golo» (aprendi isso recentemente!) e são muito simpáticos (encontrei meia dúzia deles no metro e foram uns porreiros)
e o Benfica até ganhou. olha, porreiro. agora não digam a ninguém que eu queria mesmo ver este jogo... por causa dos adeptos do CELTIC, ok?
e sim, o Samaras já levava um estalo. ai!

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D