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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

da liberdade que advém da tomada de decisão

 

Eu e ela falamos todos os dias, por e-mail. Nunca fui miúda de falar ao telefone, não gosto assim muito. Prefiro escrever, seja através de sms ou de e-mail. (notem: quando não havia telemóveis, eu escrevia cartas. Imaginem só. daquelas que se mandam pelo correio!). Hoje falámos de licor beirão, formas de poupar, tarefas da casa e de decisões.

De como é difícil tomar decisões. Escolher. E de como teimamos em adiar.

Nos últimos tempos tenho tomado decisões importantes. Sobretudo fui (sou) obrigada a escolher cada vez mais. O motivo é algo que não escolhi e relaciona-se com a minha saúde (algo que eu não domino).

Tenho para mim que as decisões que são fruto daquilo que escolhemos são mais fáceis de tomar. Só se tornam difíceis porque já não nos lembramos de como era a vida antes dessa escolha que agora nos obriga a decidir.

Por isso sei que vais tomar a melhor decisão possível. E acredita que tomar decisões é LIBERTADOR!

 

People are strange – e eu tenho uma borbulha na cara

 

Dei por mim a parar para pensar nas pessoas que tenho à minha volta. Há de tudo. Graças aos deuses, pois adoro diversidade. E não falo só de gente com bigode, altos, baixos, gordos, magros. Falo mesmo de pessoas diferentes, únicas. Ok, há aquelas mais únicas do que outras (entenda-se, as que quero preservar na minha linha do horizonte e as outras que nem por isso), mas a vida é isso mesmo, né?


Dentro dessa diversidade há todo um mundo de estranheza que me assusta. (a minha estranheza é mais do tipo vou aos festivais de verão com tampões nos ouvidos e vejo concertos à noite de óculos de sol). Mas assusta-me olhar para o lado e ver malta sem ambições maiores do que a troca de carro ou a compra do último modelo do iphone. Ver malta que só sabe falar mal dos outros e queixar-se da sua vida. E invejar a vida dos outros. E querer tudo o que os outros têm (mesmo que seja pouco ou quase nada). Assusta-me pensar que para muitas algumas pessoas o ser resume-se ao ter.


Por outro lado, tenho visto presenciado manifestações de solidariedade profunda para com o outro, nos mais diversos meios. Tenho sim. Acho que estas coisas da crise acabam por revelar o melhor de nós. (sim, o pior também. Mas vamos tentar manter este texto optimista).


Se calhar largo o computador e vou beber um café. Gastar dois euros no euromilhões. Pode ser que tenha sorte e passe a ter outros problemas na vida e consiga, assim, comprar um iphone.

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