Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

provar




o amargo da vida




o balanço dos dias





a ferrugem das amarras que construímos, com medo daquilo que (ainda) não sabemos de cor(ação)



post a concurso aqui

abrilar!


para a série pins que todá gente devia ter à lapela: LIBERTA-MAS!


NÓS NA TEMOS MEDE! 
SOMOS OS CIDADÃOS EM REDE 


(e ninguém nos pára!) 


«oh João, quando começar a chover avisa-me, sim? 
é para eu me preparar, aqui em baixo!»


e para terminar uma tarde revolucionária em beleza, 
só mesmo um lanche na companhia da princesa-mai-linda 
que aguentou estoicamente a descida pela avenida!

Abril

dias há em que acordo, olho o mundo à minha volta e penso que não era isto que queria para a minha vida. nem para a vida dos outros que me rodeiam. quero, não mais, mas melhor. a lógica da qualidade tem pautado a minha vida e deve ser por isso que há dias percebi que não tinha sequer plafond em cartão crédito para reservar uma viagem (que incluía um vôo numa companhia low cost...). é por isso que pratico o voluntariado em várias dimensões da minha vida. é por isso que dou o melhor de mim a quem me merece essa atitude. é por isso que pratico a revolução todos os dias, com gestos simples e que são imperceptíveis aos olhares dos demais.

depois leio coisas como esta: «não consigo, pela primeira vez em muitos anos continuar a enganar-me e a fingir que está tudo bem. Não vou descer a avenida cujo nome não poderia ser mais irónico: da Liberdade.» e penso, tal como o Francisco que não está tudo bem. o desemprego, a falta de poder de compra no que respeita aos bens essenciais, a redução dos salários - tudo aquilo que nós já sabemos. e que já sabíamos. mas que agora estamos a sentir na pele, no bolso, no dia a dia. como nunca.


«A actual classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! E não falo apenas da classe política, mas da educacional, da que controla os media, da financeira, etc. Não vão resolver a crise porque a sua mentalidade é extremamente limitada e controlada por uma única coisa: os seus interesses. Os políticos existem para servir os seus interesses, não o país. Na educação, a mesma coisa: quem controla as universidades está ali para favorecer empresas e o Estado. Se algo não é bom para a economia, porquê investir dinheiro?» - diz-nos Rob Riemen (filósofo). e diz-nos ainda mais:

«O que temos de enfrentar é: se toda a gente vai à escola, se toda a gente sabe ler, se tanta gente tem educação superior, como é que continuam a acreditar nestas porcarias sem as questionar? E porque é que tanta gente continua a achar que quando X ou Y está na televisão é importante, ou quando X ou Y é uma estrela de cinema é importante, ou quando X ou Y é banqueiro e tem dinheiro é importante? A insanidade disto... [suspiro] Se tirarmos as posições e o dinheiro a estas pessoas, o que resta? Pessoas tacanhas e mesquinhas, totalmente desinteressantes. Mas mesmo assim vivemos encantados com a ideia de que X ou Y é importante porque tem poder. É a mesma lengalenga de sempre: é pelo que têm e não pelo que são, porque eles são nada. E a educação também é sobre o que podes vir a ter e não sobre quem podes vir a ser.» - Rob, you did again. tiraste-me as palavras da boca. é tão isto. (e acredita que ter que conviver com pessoas tacanhas, mesquinhas e totalmente desinteressantes, dia após dia, é todo um desencantamento brutal. e mais: «O medo da elite comercial é que as pessoas comecem a pensar. Porque é que os regimes fascistas querem controlar o mundo da cultura ou livrar-se dele por completo? Porque o poeta é a pessoa mais perigosa que existe para eles. Provavelmente mais perigoso que o filósofo. Quando usam o argumento de que a cultura não é importante e de que a economia não precisa da cultura, é mentira! Isso são as tais políticas de ressentimento, um grande instrumento precisamente porque eles nos querem estúpidos.»

avenida da liberdade, 25 de abril de 2011
 «Só quando soube que vinha entrevistá-lo é que li sobre o Instituut Nexus.
Está perdoada, não somos famosos. (risos)

Porque é que decidiu criá-lo?
Quando estava na universidade percebi que já não é o sítio onde podemos adquirir conhecimento e onde há conversas intelectuais, essenciais à evolução. Na altura conheci um judeu que dedicou tudo – tempo, energia, dinheiro – a resgatar o que Hitler queria destruir: a cultura europeia. Abriu uma editora, uma biblioteca, uma livraria. Tornou-se meu professor e começámos um jornal, o Nexus, e depois da primeira edição percebemos que tínhamos de levar a ideia a outro nível e criar uma infraestrutura aberta onde intelectuais de todo o mundo pudessem discordar uns dos outros e falar de tópicos importantes. Qualquer pessoa pode participar pagando 10 euros. Estamos sempre esgotados e temos pessoas a vir de todo o mundo.

Qual será a próxima conferência?
É a 2 de Dezembro, sobre “Como mudar o mundo”. O Slavoj Zizek vai lá estar, um deputado britânico conservador também, [o escritor] Alessandro Baricco. E no próximo ano vamos abrir um café com uma livraria europeia e um salão cultural, num antigo teatro de Amesterdão. Se tivesse dinheiro gastava-o a abrir um assim em cada cidade, arranjava orquestras... Temos de reconstruir as infraestruturas culturais, precisamos disso com urgência. E temos de ser nós porque as elites no poder não o vão fazer


quando comecei a escrever tinha uma série de ideias para vos transmitir. encontrei o Rob Riemen e achei que era mais simples que ele falasse por mim. tenho que me despachar. há uma avenida para descer, em liberdade.

Pág. 1/4