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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

coisas que se cosem para a (da)cozinha


cortar, alinhar. pegar no modelo e copiar (um copy-paste da costura!) 


 fazer casas para vestir quem nos recebe em sua casa, de braços muito abertos.


 forrar botões, como quem forra com papel de parede um palácio (dos sonhos!)


terminar a obra e saber que é possível fazer com quem um homem grande chore (de alegria!)

Joe, you're simply the best. E mamãe Sabel  também, 
porque alimenta estas ideias e dá-lhes forma como só ela sabe!

dizer adeus ao coelho, saudar o dragão.


dois metros de sobremesa. 
todo um dragão à nossa espera.


pauzinhos, coisas thai, sangria da boa e muitos risos à mesa. companhia do best e a estreia da jaleca nova do cozinheiro mais fantástico de todos os tempos. 


é isto. senhoras e senhores. não digo nada mais, a não ser que tem carimbo #dacozinha. 


VENHA DE LÁ O ANO NOVO, 
DO DRAGÃO!

Do #pl118 ou do falso argumento em defesa dos direitos de autor

Devido a questões de índole académica dei por mim a tropeçar no projecto-lei 118 (#pl118), da autoria do Partido Socialista. Gabriela Canavilhas é a porta-voz. Distraída como sou, nem tinha a noção de que a senhora tinha sido ministra da Cultura. E no primeiro momento, nem me apercebi das consequências deste projecto-lei, caso venha a ser aprovado. E não me apercebi porque pelo que li pensei: boa, vamos lá defender os autores, aqueles que criam e dar-lhes uma maior remuneração. Digam-me vocês, mas eu acho que um autor é sempre aquele que, no processo todo, ganha menos. E quando vamos procurar sobre a origem destas coisas da propriedade intelectual e dos direitos de autor, tropeçamos nisto:


 Ou seja. A questão da propriedade intelectual não surge, numa primeira instância, para proteger os direitos de quem cria. Mas de quem produz e vende. A culpa disto tudo é do Guttenberg, não acham? Que inventou meios de reprodução e colocou de parte o sonhos de muitos em enveredar pela carreira de monge copista.

Um dos argumentos utilizados por Canavilhas para a apresentação deste projecto-lei é o facto de permitir remunerar os autores, cujas obras ou criações são alvos de cópia autorizada. «A lei que permite a cópia privada só existe porque há compensações para os autores.»

Consta no projecto-lei que «O surgimento na segunda metade do século XX de equipamentos e aparelhos capazes de assegurar a reprodução em massa de obras, de uma forma incontrolada, pôs em causa o direito de reprodução de obras protegidas reconhecido aos autores.» Diz-nos Canavilhas que «Esta é uma forma de remunerar os autores cujos bens são autorizados a ser copiados». Ora e isto chega a ser pornográfico, pois bem vistas as coisas o #pl118 serve para cobrar mais uma taxa aos consumidores (a não ser que os vendedores a absorvam…) e não para remunerar quem cria. Aliás, quem cria não se revê minimamente no #pl118; já o disse Zé Pedro: «Estão a servir-se dos artistas para cobranças indevidas e a justificação é o «coitadinho do artista”». Talvez assim o comum dos mortais pense: ah, afinal é por uma boa causa.

Há dias ouvia o Pedro Choy a falar na televisão sobre a necessidade de integrar a medicina chinesa na oferta do serviço nacional de saúde. Dizia ele que esta medida poderia poupar muito dinheiro ao Estado. E Pedro Choy rematou: talvez seja por isso que a ideia não colhe e não é implementada, pois isso significaria que haveria quem não enriquecesse à custa das despesas actuais que se tem com a saúde. Portanto, é o dinheiro que vinga. Na saúde, como na questão do #pl118. It’s all about the Money. Tudo serve para enriquecer uns quantos e explorar muitos. Enriquece a indústria farmacêutica e intoxicam-se os portugueses com químicos; enriquecem as indústrias produtoras dos equipamentos a taxar com o #pl118 e o utilizador paga. Uma, duas vezes a mesma coisa. Mas há que pagar, em nome dos «direitos de autor». Tretas.

Não se iludam. «Eles» não querem o melhor para nós. Nem para nós, nem para os autores. It’s all about the Money.
 

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