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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

2010 foi assim.

um ano de confusões.
de cantorias.
de dietas.
de descobertas.
de grandes concertos.
de Super Bock.
de encontros e desencontros.
de mim e de ti.
de provas superadas.
de missões que se concretizam.
de sorrisos que se resgatam.
de muito trabalho.
de alertas.
de coisas que ficaram por fazer.
de renhonhós e coisas afins.
de gente de quem estou farta.
de gente que não quero perder.
de pessoas que escolhi perder.
de livros que ficaram por ler.
de abraços.
de surpresas.
2010 foi assim.
à minha maneira!


foi você que pediu formação de Filosofia para Crianças em Lisboa?


No dia 22 de Janeiro vou estar no CCPE para um workshop de 6 horas denominado Filosofia para Crianças, Criatividade & Meia Dúzia de Chapéus às Cores. Os destinatários são pais, educadores, professores e agentes educativos. Mais info AQUI. E-mail para contacto: contacto@ccpe.com.pt

No dia 29 de Janeiro volto ao CCPE (que fica na Av. 5 de Outubro) com a proposta para pais e filhos: a Filosofia é trabalhos de pensar! Quem diz pais, diz avós, tios, primos... a ideia é colocar um adulto de mãos dadas com o pensamento das crianças (dos 4 aos 12 anos).

APAREÇAM! :)

(gosto muito quando os meus mundos se cruzam: quando os amigos se tornam formandos e
os formandos se tornam amigos...
quando as pessoas que conhecem o meu trabalho
a partir das redes aparecem nos eventos e dizem: olá, Joana! é mesmo MUITO FIXE)

me, myself e as redes sociais

No dia 25 de Dezembro, passeava eu pelo facebook e pelo twitter (aliás, como faço diariamente) e deparo-me com uma mensagem de alguém. «Olá, eu sou o XXXX e estou aqui porque sou viciado no facebook. Até no dia de Natal. E resolvi falar com os outros viciados.»

Sendo eu uma senhora dona Besta, a resposta foi: «Olá, eu sou a Joana. E não ligo patavina ao Natal.»
Faltou uma frase, que seria: «por outro lado, ligo bué, senão imenso, às redes sociais.»

Fiquei a pensar naquilo. Afinal, quanto tempo passo eu nas redes? E o que me conduz lá?


fotografia de Marina Pereira


You might as well face it, you’re addicted to facebook?

Sempre que estou por casa, tenho o pc ligado e espreito o facebook e o twitter. E interajo com quem por lá passa. Sim, mas só quando estou em casa. Porque não tenho net móvel e não acedo à rede via telemóvel. Ou seja, gosto muito das redes e daquilo que a internet me proporciona, mas não a levo comigo para todo o lado.

E porque é que eu gosto das redes sociais?

Porque têm sido uma porta para conhecer e falar com gente que, de outro modo, permaneceria inatingível.
Depois, porque me permitem divulgar o trabalho que desenvolvo nos meus projectos pessoais e profissionais. E permitem estabelecer um contacto rápido com quem está do outro lado do mundo a trabalhar na mesma área. E, acreditem ou não, tem sido uma forma de pôr o meu projecto em andamento, por esse país fora (e não só!).
Graças ao meu blog (foi a primeira porta aberta para apresentar o projecto de Filosofia e Criatividade) consegui um contacto para ir aos Açores, dar formação. As parcerias cresceram, devido ao blog e às outras redes sociais, que também deram o seu contributo. Até hoje, estive na Madeira, Covilhã, Vila Nova de Paiva, Portalegre, Amor, Alfragide. Iniciei um projecto colaborativo com a #sala5 (via twitter).


Gestão pessoal e profissional

Sendo Gémeos actuo (quase) sempre em dualidade: ora tenho um blog pessoal (este) e outro profissional, ora tenho dois perfis no facebook e no twitter. Porquê? Para manter as águas separadas e os discursos alinhados com os objectivos de cada um dos espaços.

Ainda assim, considero que acordei tarde para as redes, pelo facto de ter acordado tarde para a internet. Só há meia dúzia de anos é que tenho internet lá em casa, pelo que não passei pelo «mirc» (nem sei se é assim que se escreve), nem por muitas plataformas de conversação. Apenas frequentava um chat promíscuo, alojado no blog do Nuno Markl, a partir do qual nasceram os Encontros do Tasco.

Eu ainda sou do tempo do NetJovens. Quem se lembra? O precursor do Hi5? Ah poizé! Muito virado para o «conhecer gente nova», if you know what I mean. Mas depois veio o Hi5, com a promessa do (re)encontro com a malta da escola secundária e afins. Mas este rapidamente se infantilizou e serviu de «bar» para o engate. O caminho a seguir? O facebook, pois claro. A rede ideal para fazer (quase) tudo: divulgar projectos, encontrar amigos de outros tempos, «abardinar», receber informação, «ler» notícias. E para fazer parte da notícia e ter mão directa na sua irradiação pelo mundo inteiro, nada melhor do que o twitter. A título de exemplo: quando as televisões noticiaram as cheias do 20 de Fevereiro, na Madeira, já no twitter se falava disso há coisa de duas horas. Porquê? Porque uma madeirense começou a lançar tweets de apelo e a colocar a informação «online».


O apreço muy especial pelo passarinho azul

O twitter pode ser um diário, um espaço de divulgação, um chat… pode ser o que nós quisermos fazer dele. E o mais fantástico é que não me obriga a estar online (de forma visível, como acontece no Messenger, por exemplo). Ou seja, eu posso enviar uma mensagem directa (DM) ou deixar uma mention na timeline, dirigida a alguém, e essa mensagem não se perde. Fica por ali até ter resposta por parte do seu destinatário.

Graças ao twitter, inscrevi-me como dadora de medula óssea, fiz parte de eventos como o TwittMedula e o RT Action, conheci ‘ssoas famosas, fiz amigos, fiz uma tatuagem em Santo Tirso, levei o meu projecto por esse país fora. Graças ao twitter conheci gente fantástica, cuja companhia não dispenso. Do twitter nasceu a Tribuh e os Lambrusco Prizes (tudo coisas de gente que não toma as gotas…). Nas redes, encontrei ‘ssoas dispostas a ajudar-me com a tese. E, sempre que possível, ajudei quem precisava de um esclarecimento disto ou daquilo.

«És tal e qual!»

Gosto muito quando as ‘ssoas me encontram na rua e dizem: és tal e qual como te vejo no twitter ou no facebook. E não falo do aspecto físico. Falo, sim, da maneira de estar e interagir com a malta.

Nunca tive cenas desagradáveis nas redes sociais, com excepção de duas pessoas a quem fiz block, por considerar que a sua interpretação das minhas palavras era abusadora e distava km daquilo que eu sou. Expliquei. Não quiseram ouvir? Então, pronto. É da maneira que não me ouvem mais. Ahh! Se ao menos isso fosse possível na vida real! Pumba. Bloquear ‘ssoas e assim :D

Curiosidade: o twitter pessoal tem um número muito maior de followers do que o twitter profissional. Cada vez mais me convenço que é a linguagem da 1ª pessoa que vinga e não propriamente o projecto em si. Entenda-se: as pessoas seguem o projecto quando conhecem o rosto que está por detrás desse projecto. A mim deixa-me impressionada. Sim, que me levem a sério e me convidem para fazer formação, ainda que eu utilize expressões como «sachavore» e «’ssoas». Terá a ver com a genuinidade por detrás da linguagem? Eu penso que sim. E é essa a minha postura nas redes sociais, salvaguardando sempre a privacidade (não divulgo data de nascimento, por exº, não dou coordenadas dos sítios por onde passo, não exponho os outros (a não ser que me seja dada autorização para isso), mantenho o sigilo profissional a que estou sujeita e que respeito).


Com isto tudo, digo: gosto muito das redes sociais. E podem encontrar-me por lá, inclusive no dia de Natal (que para mim é, francamente, um dia como os outros). Perde-se muito tempo com isto? Não tenho noção. Nem sei se é «perder» tempo, com tudo aquilo que já «ganhei». Sendo uma naba informática, aprendi alguns truques para ligar várias redes entre si e permitir que algumas delas se «alimentem a si mesmas». É fácil, é barato e dá milhões de #coisasboas!

fotografia de Mário Pires (Upload 2009)

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