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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"joana, quando é que fazes cursos de filosofia para crianças e jovens?"

em março e abril vou andar "por aí", com oficinas de filosofia para crianças e jovens e também com cursos de curta duração para adultos (pais, professores, educadores...)

 

cá vão as datas: 

 

O que são oficinas de filosofia?

"Aqui nós aprendemos o que as coisas são, o que são as palavras. andamos a ver o que existe, o que é real, explicamos as palavras e as perguntas!" - dizia o Marco, ao avaliar uma das oficinas de filosofia. Estas pretendem ser um espaço e um tempo para parar para pensar, "treinar" o olhar crítico, explorar possibilidades e investigar - em conjunto. 

 

 

De onde vêm as coisas?

5 de Março, domingo

Oficinas de filosofia

Positive Minds, em Odivelas

10h – crianças dos 4/6 anos

11h – crianças dos 7/10 anos

12h – jovens dos 11 aos 14 anos

Informações:  bookings@positiveminds.pt

 

12 de Março, domingo

Oficinas de filosofia

GROW UP, em Benfica

10h – jovens dos 11 aos 14 anos

11h – crianças dos 7/10 anos

12h – crianças dos 4/6 anos

Informações:  info@joanarita.eu

 

 

Cabecinhas Pensadoras

25 de Março, sábado

Oficinas de filosofia

15h - crianças dos 4/6 anos

16h - crianças dos 7/10 anos

17h - jovens dos 11 aos 14 anos

Crescer com Sentido, em Lisboa (Av. de Berna)

Informações:  crescercomsentido@gmail.com

 

 

O que é um café filosófico?

Trata-se de uma actividade que pretende levar a filosofia para junto das pessoas. Nem sempre acontece num café propriamente dito, é um facto. Acontece perto das pessoas que, independentemente dos seus conhecimentos no âmbito da filosofia, aceitam o desafio para praticar o "parar para pensar".

 

 

Café Filosófico: Para que serve a filosofia?

9 de Março, 18h30

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

2 euros da inscrição revertem a favor da UPPA – União Para a Protecção dos Animais

 

Workshops e formação para adultos 

 

Os porquês da palavra porquê

18 de Março, sábado

Workshop de introdução à filosofia para crianças e jovens

Para pais, educadores, professores e outros agentes educativos

Espaço Pegadas, Pontinha

Informações: espacopegadas@gmail.com

 

 

Thinking Minds 

Ciclo de oficinas à volta do pensamento critico

21, 23 e 28 de Março

19h/22h

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

 

 

A chapelar é que a gente se entende!

Ciclo de oficinas à volta da criatividade

30 de Março, 4, 6 e 11 de Abril

19h/22h

Positive Minds, em Odivelas

Informações: bookings@positiveminds.pt

 

quando o comentário de uma criança de 8 anos te deixa a pensar no que fizeste na noite passada

minutos depois de entrarmos na sala, a C. vem ter comigo. 

de olho bem aberto, diz-me:

 

"professora, tu cheiras ao meu pai"

 

 

antes que caiam em cima de mim com morais e éticas e blá blá e pais e alunos e fan ran fan fans - fiquem sabendo que eu uso perfumes tipicamente associados a homem. isso explica tudo, sim?

 

"joana, agora deixaste o cheiro do meu pai pela sala. ainda por cima do meu pai verdadeiro."

 

(a C. tem um pai ao qual chama de verdadeiro - o biológico - e o falso - o padrasto)

 

 

e parece que nada muda

"tanta ideia, tanta ted talk" - e parece que nada muda.

consomem-se formações "top", devoramos coisas alternativas à colherada - e parece que nada muda.

faz-me lembrar o gel anti-celulítico que comprei, no inverno passado. é maravilhoso, deixa a pele num mimo. 
mas a celulite permanece - e parece que nada muda.

começo a desconfiar que só resulta mesmo se o aplicar - ou seja, se ele deixar de ficar ali, em cima da mesinha, a olhar para mim.

por isso, se encontrarem uma boa ideia, apliquem-na. aposto que vão chegar ao verão com umas pernas lindas. já eu...

 

 

 

 

 

 

"top"

a língua é uma espécie de organismo vivo: alimenta-se do que há, do que é dito, faz a digestão disso tudo e depois já sabem como é: umas vezes vomitamos, outras, concluímos o processo com o final que todos conhecemos - pelo meio armazenamos coisas, tipo gorduras massa muscular.

 

a linguagem que se usa no dia-a-dia é influenciada por tantas e muitas coisas: pelo nosso trabalho, pelas leituras que fazemos, pelo grupo de amigos. 

 

estive hoje em conversa com uma 'ssoa, 1h e picos. um projecto à volta do design thinking. do pensamento desenhado? do design para o pensamento? pois, eu compreendo, não é fácil de traduzir (traduzir é quase sempre uma traição).

 

pelo meio, coisas como:

"isso é na fase da research... ah tens que pensar nas discoveries que eles podem fazer... acho que vai ser uma coisa mesmo top... precisamos de tools para facilitar o brainstorming..."

 

eh pah.

EH PAH.

 

dei por mim a pensar na quantidade de termos em inglês - e para os quais há palavras boas, mas boas, em português - que por ali apareciam. e na forma como isso molda o nosso pensar e a nossa visão sobre as coisas. 

 

sim, dou por mim a dar formação e a dizer "analytics" ou "insights" ou coisas do género. é verdade, não sou imune a estas coisas e a este novo linguajar. 

 

acho que aquilo que mais me agasta é reduzir tudo a TOP. isto é top, aquilo é top, eu sou top, tu és top, ele é top.

somos todos top.

somos todos coisas de algodão ou de licra que servem de suporte às mamas aos seios. 

e eu recuso-me a alinhar nesta redução ontológica. pronto!

 

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coisas que janeiro me ensinou

 

 

- é sempre bom estacionar o carro num "lugar a sério" - às vezes a bateria pifa e assim podes deixá-lo por lá, descansada;

- estamos em 2017 e é necessário ir à segurança social, entenda-se a um serviço de atendimento físico, para mostrar os prints dos e-mails aos quais não te respondem - para depois te dizerem que hão-de responder por e-mail;

- para algumas pessoas, falta de ética é não atender o telefone quando se está a trabalhar;

- ainda há pessoas capazes de cumprir promessas. exemplo: Trump;

- há adultos que são exímios na arte de fazer birra - não é tão divertido lidar com as birras dos crescidos como é com as dos mais pequenos;

- valter hugo mãe está no plano nacional de leitura - e eu que só consegui ler  a sua obra infantil "o paraíso são o outros";

- há dossiers pedagógicos que são só amontoados de folhas;

- as crianças reagem mais rápido a uma ameaça do que a um pedido;

- tenho cada vez mais haters: o que significa que só posso estar a fazer alguma coisa bem;

- já o ryan gosling, esse rapazolas, continua lindo. uh LA LA (land). 

 

 

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para arquivar em "desafio constante"

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dar formação é algo que faço há alguns anos e com muito gosto. gosto de pensar em conteúdos, desenvolver acções "taillor made" e de partilhar o que sei fazer com as pessoas.

também aprecio a possibilidade que a formação me dá, no que ao contacto interpessoal diz respeito: conheço pessoas que trabalham em áreas próximas das minhas - ou que até fazem outras coisas completamente distintas. nunca sabemos bem quem vamos encontrar à nossa frente - e o desafio é o de manter aquelas pessoas interessadas e motivadas em aprender. 

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só na semana passada dei cerca de 14 horas de formação: entre o twitter marketing e a filosofia para crianças, duas áreas que me fazem muito feliz. 

para a semana há mais. 

 

*

 

"escolha um trabalho que você ama, abra actividade nas finanças, pague o IVA e a SS, e você terá que trabalhar todos os dias, na sua vida. 
com olheiras até aos tornozelos e um sorriso nos lábios." 

confúcio ft joana rita

 

 

 

estamos lá para os ver ir embora

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querida Riva:

há coisas que se dizem com o olhar e contigo nunca foi preciso dizer muita coisa. a palavra cumplicidade ganhou outro sentido. desafiaste-me como pessoa, ensinaste-me a lidar contigo, a colocar-te limites, a dar e receber colo. e muitas "limpezas de pele".

a notícia da tua adopção foi recebida com muito carinho por todos, na UPPA - União para a Protecção dos Animais, onde sou voluntária.

tenho saudades tuas. 

saber-te bem, serena, tranquila e amada é maravilhoso.

um das melhores coisas que aconteceu, neste início de 2017.

aproveita a nova vida, com tudo aquilo a que tens direito. 

 

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a polémica markl versus pitbull

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ontem à noite falava com dois amigos via facebook sobre um pitbull que ambos (os três) conhecemos e por quem temos muita estima. um deles pergunta-me se eu tinha ouvido o markl, no programa da manhã da comercial. não, respondi. como agora a rádio acontece em directo nas redes e é gravada para o youtube, foi fácil ver o vídeo d'o homem que mordeu o cão. 

bom, a história que markl descreve é efectivamente para a rubrica "o cão que mordeu o homem" - pois é isso que acaba por acontecer à pessoa que tentou vestir a camisola tricotada com amor e carinho a um cão, que por acaso é um pitbull. portanto, começa logo mal, a inclusão desta história numa rubrica que se chama o homem que mordeu o cão. esta rubrica serve para contar histórias mais ou menos inusitadas, que por isso mesmo deveriam ser notícia. cães que mordem pessoas - hey, acontece todos os dias. agora homens que mordem cães - isso é que já é mais para o inédito. 

ora, o pitbull é um cão que pertence a uma raça considerara PP (potencialmente perigosa). uma pesquisa no google levou-me AQUI onde se diz:

"Cão potencialmente perigoso é todo aquele que devido às características da raça, ao comportamento agressivo, ao tamanho ou potência da sua mandíbula, possa causar lesão ou morte de pessoas ou outros animais. 

A Portª nº 422/2004 determina quais as raças de cães que se considera serem potencialmente perigosas. São perigosas potencialmente, isto é, podem vir a ser perigosas, causadoras de danos importantes, mas, na prática, pode até vir a verificar-se que alguns animais dessas raças se revelem extremamente dóceis. Isso não impede, no entanto, de serem considerados potencialmente perigosos, pois a lei assim os considera. Tal como uma bolota não é um carvalho, mas é um carvalho potencialmente, assim também, os cães das seguintes raças podem não vir a ser perigosos, mas são potencialmente perigosos: 

Cão de Fila Brasileiro 

Dogue Argentino 

Pit Bull Terrier 

Rottweiller

Staffordshire Terrier Americano 

Staffordshire Bull Terrier 

Tosa Inu 

São considerados potencialmente perigosos, não só os cães destas raças, mas também os seus cruzamentos, quer sejam destas raças entre si ou com outras raças." 

 

a metáfora da bolota e do carvalho é especialmente bonita. e traduz muito daquilo que acontece: se não educarmos os nossos cães, sejam eles de que "marca" forem, podem ser perigosos ou amorosos. o humano condiciona e muito o comportamento do animal que tem à sua guarda. depois, há também questões físicas às quais temos que estar atentos. um dos animais mais "perigosos" com os quais fui confrontada era um cão labrador. um histórico de agressividade e de mordidas. descobriu-se que o problema eram otites, graves e assintomáticas que causavam dores ao animal. por isso, a ideia de ter alguém a mexer-lhe na zona da cabeça era o sinal que o cão precisava para mostrar os dentes. e morder, pois.

também conheci um cão de porte mini/médio, com uma franja toda gira. não era bem um caniche, mas tinha ares disso. tem um ar super fofo - mas quando está "no ponto" agressivo e este é despoletado, parece a miúda do exorcista: só lhe falta rodar a cabeça e vomitar coisas verdes. parece que também poderá ser uma questão física a despoletar esta agressividade. 

ontem vi o programa do Cesar Millan e havia um cão estilo chiuaua que tinha um comportamento muito agressivo, sobretudo para com um dos membros da família. depois de lhe terem sido retirados 22 dentes podres, o cão mudou o seu comportamento - deixou de ter dores - e com algumas correcções de postura por parte da pessoa, conseguiu devolver-se harmonia àquela família para quem o cão era importante. 

 

o que me preocupa nestas conversas que se tem à volta dos pitbull e dos cães classificados como PP's é que o preconceito de que "aqueles são maus" permanece. e depois temos canis e albergues cheios de cães destas "marcas" que tiveram um destino menos simpático e não são adoptados porque as pessoas os rejeitam. são maus, é melhor ver outro. 

o mesmo acontece com os cães pretos. há muito preconceito, mas súbtil, não vem na lei, perante os cães pretos. são os mais dificeis de adoptar. nos EUA até há um National Black Dog Day. pode ler-se AQUI:

 

"Black animals altogether, are the least adoptable pets in shelters because of their color. All too often, black dogs are overlooked because of many stigmas such as; the color black is evil (the same stigma that cats have), black dogs do not show up as well in photographs as muti-colored or light colored dogs and black dogs look scary and intimidating because you cannot see their facial expressions as easily, etc. They are easily overlooked when people are searching for a new dog and the first to be euthanized in overcrowded conditions.
This special day was founded by Celebrity Pet & Family Lifestyle Expert, Author and Designer, Colleen Paige, who is also the founder of National Dog Day, National Cat Day, National Puppy Day and many more philanthropic holidays to increase the greater good. National Black Dog Day is devoted to creating public awareness about these beautiful, shiny fur babies that offer just as much unconditional love as any other dog and deserve just as much love back. Black dogs also show off colorful accessories much better than any lightly colored dog! Try buying your black dog a neon green or hot pink collar!

Please adopt a black dog and show the world how much light they have inside and out!" 

 

os preconceitos, as ideias pré-cozinhadas, os rótulos, no fundo as palavras são coisas das quais precisamos no nosso dia-a-dia. precisamos de dar um nome às coisas, para nos sentirmos seguros. com isto tudo esquecemos que as generalizações são, também elas, potencialmente perigosas.

precisamos de contextualizar mais as coisas e sobretudo de dar uma oportunidade a cada cão que está num abrigo ou num canil, independentemente da raça. e de não tremer quando vemos um pitbull na rua. vamos fazer-lhe uma festa, assim do nada? não. mas não devemos fazer com outro cão qualquer: o cão não nos conhece e pode não reagir bem. e depois tem boca e dentes lá dentro. seja um PP ou não.

 

um dono de um pitbull tem que ser responsável e cumprir com as coisas todas que estão na lei. e tem que ser, sobretudo, responsável pela desmistificação do preconceito perante a raça. para isso, tem que o educar de forma correcta, de forma a que a agressividade da qual é acusado não se manifeste. mas isto, senhoras e senhores, vale para qualquer cão, seja qual for a raça, o tipo de mandíbula e o fanranfanfan afins. 

 

hoje o nuno markl voltou a explicar-se sobre a peça de ontem. aqui fica o texto que deixou na sua página de facebook. é bom ter em conta todos os lados da história. só assim compreendemos as estatísticas de ataques de cães: convinha averiguar que tipo de donos têm esses cães que foram responsabilizados por mortes, acabando no abate. e sobretudo evitar que essas pessoas possam ter outro animal, sem o saber educar. e termino com as palavras de markl, na caixa de comentários: 

 

"Foi possivelmente uma escolha radical de palavras, mas foi dirigida à irresponsabilidade de quem tem cães só porque sim, e com os quais não sabe lidar, não teve o intuito de ser depreciativo com os animais. Eu não tenho dúvidas que os incidentes que ocorrem envolvendo pitbulls são culpa dos humanos que os têm, não dos cães."

 

* já agora, uma questão: agora que os animais são classificados como seres sensíveis, não tem muito sentido falar do dono do cão, pois não? tipo uma cena de propriedade. enfim, fica aqui este pensamento avulso.  ah. e uma fotografia minha com a Riva, uma PA. sim, isso mesmo. potencialmente amorosa. 

 

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Fred, o afilhado canino

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o Fred é uma ternura e uma fonte de energia inesgotável. muito jovem, vive desde sempre na UPPA. ainda não encontrou a família que o possa adoptar. espero que 2017 seja o seu ano, assim como 2015 foi o ano da sua mana Ginger - adoptada e feliz

 

até lá, irei amarfanhá-lo muito, nas minhas visitas ao albergue UPPAliano

 

para saber mais sobre a UPPA e o Fred, visitem AQUI