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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

"então, tudo bem?"

 

há projectos que nos apaixonam desde o primeiro minuto. quando a ideia surge só pensamos em vê-la crescer, dar os seus primeiros passos. queremos estar lá em todos os minutos. partilhar os bons e maus momentos. dar-lhe a mão. damos tempo, damos dedicação. não há "mas". é só estar lá. a ideia, pah, a ideia é tão boa e capaz de gerar tantas e muitas coisas. envolvemos os outros, aqueles de quem gostamos, nesta ideia. eles colocam as mãos na massa. e é tudo bonito. estamos felizes. estamos lá pelas 'ssoas, não é verdade? e, para o bem e para o mal: as 'ssoas. chega o momento em que essas 'ssoas fazem o que diziam que não iriam fazer. e, depois de sugarem o teu tempo e a tua energia, continuam caminho, sem ti. agora já não fazes falta. "não és a tal". e é assim que aquele projecto (que tanto me apaixonou, que me fez caminhar, que me desafiou, que me fez crescer, que me deu asas) passa da categoria de "namoro intenso" para "se passar por ti na rua, tanto me faz, mas pergunto então tudo bem porque sou uma miúda educada". 

já não sinto nada.

foi bonito, sim. deixou de ser. 

 

 

 

 

: s : l : o : w : l : y :

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cidade do porto, duas amigas e vários dedos de conversa. um fino, uma pizza e um café. falar sobre mudança, a atitude positiva de quem não desiste, de quem persiste, de quem insiste - que é possível fazer aquilo que nos faz felizes (mesmo com dias de merda). 

andar numa cidade que não é a minha, como se a conhecesse desde sempre. apanhar o comboio e vestir uma rotina que não é minha, como se fosse. chegar a casa (à tua) e sentir que é um bocadinho minha. escolher o vinho para beber e vestir uma roupa sexy só para te agradar (entenda-se, um pijama de algodão, com unicórnios). 

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frango de churrasco, batatas fritas e uma gaveta no frigorífico cheia de super bock: o que é que uma miúda pode pedir mais, no dia de são valentim? 

nem um postal com corações, nem um ramo de flores, nem nada digno do instagram. [that's how i like it ]

 

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alinhavar ideias à volta das relações públicas. preparar formação. ler. fazer chá. ver a chuva lá fora a cair. e a vontade de voltar a casa. 

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home is where wifi is - e isso, definitivamente, não acontece nos comboios da cp. 

 

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e eis que chega o fim-de-semana, em casa, na aldeia. com um tacho de ervilhas patrocinado pela mãe Sabel, com um félix aos saltos, um friqui anti-social e um kioko cheio de sono. sair para trabalhar um bocadinho, de manhã e fazer planos com a mai'nova.

faltou a energia para visitar a mel, na uppa. 

 

devagar, devagarinho, slowly

 

basicamente, faço perguntas

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trabalhar em social media, comunicação, filosofia: tudo isto implica usar uma ferramenta muito útil, quotidiana e que usamos, por vezes, sem grande consciência

 

dou formação em twitter e deparo-me com a dificuldade em encontrar estudos, casos de marcas, entidades, instituições, figuras públicas que usam esta rede social. intriga-me saber o porquê desta rede, a forma como apostam e se posicionam nela, os conteúdos e os resultados 

 

resolvi começar a fazer perguntas e a recolher dados para ter casos para apresentar nas formações. cá está o estranho caso do cinema são jorge

the perks of being a freelancer

sou formadora há alguns anos - ainda sou do tempo do cap e dos cursos financiados, para formação pedagógica de formadores. sou mesmo antiga, hein?

 

do banco para o banco de desempregados 

 

durante 10 anos fiz de conta que era bancária até que os astros se alinharam e eu consegui sair da instituição onde fiz sempre o meu melhor e não era feliz. só gostava mesmo (e muito!) de algumas pessoas. fiz bons amigos e aprendi muito. o atendimento ao público foi uma experiência muito rica que, ainda hoje, me ajuda no trabalho de gestão de redes e gestão de comunidades. 

saí do banco sem ter um emprego ou um trabalho em vista. estive desempregada, fiz parte dessas estatísticas. visitava a junta de freguesia, de quinze em quinze dias, como se fosse uma criminosa com termo de identidade e residência. tive como propostas para a formação profissional cursos na área de estética (cabeleireiro) e nos mármores. os cursos de línguas eram demasiado básicos para o meu nível de conhecimentos. paguei formação do meu bolso para poder justificar que era uma desempregada activa e interessada em mudar.

 

de uma estatística para a outra

alguns meses depois surgiu a oportunidade de colaborar com uma agência de comunicação. não havia interesse em contratar-me. o que se pretendia era uma colaboração por projecto. podia durar dois meses, três ou apenas um. fruto dos contactos que fui fazendo e do longo networking desenvolvido numa rede social de seu nome twitter, comecei a ter propostas para trabalhos pontuais: social media management, community management, copywriting. e, ainda, formação na área da filosofia para crianças. perante estas oportunidades a minha escolha passou por visitar as finanças e abrir actividade. foi assim que passei das estatísticas do desemprego para a dos recibos verdes - ou trabalhadores independentes. 

 

a partir daí a minha vida mudou: pagamentos de IVA e segurança social. tudo "por minha conta", trabalhadora independente e assim. contratei um contabilista para me ajudar a perceber coisas e para me enviar os e-mails com as informações importantes. assumi os trabalhos que me foram propostos e que, passado uns meses, terminaram. havia que encontrar outros trabalhos - e essa pesquisa passou a consumir muito do meu tempo.

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como é que se encontra trabalho? 

esta é uma pergunta recorrente. quando dou formação e digo que sou freelancer é comum ouvir esta pergunta, do lado de lá. são pessoas que querem mudar de vida e por isso consideram os recibos verdes como fonte de rendimento. 

é cansativo: enviei muitos cvs que ficaram perdidos numa caixa de correio. comecei a ter feedback quando comecei a definir um tom nas minhas apresentações / cartas de motivação. o humor, os trocadilhos com as palavras, o outro lado da joana que não tem nada a ver com social media. a joana que também faz outras coisas. hey, a joana que, mesmo não preenchendo todos os vossos requisitos, é filósofa. e ter um filósofo a fazer isto ou aquilo só pode ser fantástico. respondi a muitos anúncios dizendo: "não preencho todos os pontos do perfil que procuram. ainda assim, é aqui e ali que posso ser uma mais valia."

 

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enquanto trabalhava no banco, fiz muita formação, participei em eventos e conferências, o que me permitiu conhecer pessoas e alargar a rede de contactos. iniciei o meu projecto de filosofia para crianças e criatividade e foram muitas as vezes em que tirei férias no banco para ir trabalhar neste projecto. fui semeando, sem saber quando iria sair do banco, mas com a certeza de que isso aconteceria. o meu outro blog foi fundamental para divulgar o trabalho na área da filosofia para crianças e, assim, conseguir concretizar convites para fazer oficinas com as crianças e também dar formação a professores, educadores e agentes educativos. 

quando era bancária e saía do balcão onde trabalhava, no final do dia, dizia aos meus colegas da altura: vou-me embora, pois a minha vida não é isto. algures em 2013 disse isso pela última vez. 

 

é fácil ser freelancer? 

não. trabalha-se mais do que por conta de outrém, pois tudo depende de nós: temos que contactar clientes, manter relações de confiança, trabalhar, cumprir prazos, gerir a vida pessoal, ter uma agenda bem definida, combater a procrastinação e tomar decisões como coworking ou home office? 

às vezes trabalho ao domingo. e aos sábados. e dou formação em regime pós-laboral. e estou a estudar, num mestrado. tenho família, amigos e namorado. gosto de ir ao teatro e ao cinema. concertos? também. 

ainda assim, posso ir com o cão ao veterinário durante a manhã. posso tirar uma tarde e ir aos ctt, ao shopping, ao hipermercado, ao contabilista. a gestão do horário está por minha conta. 

há ainda o outro lado, de cobrador de fraque, que é necessário assumir. nem sempre se respeita o trabalho do freelancer e é necessário insistir para que nos paguem. é que a segurança social e o iva não perdoam. felizmente tenho tido bons clientes, que são parceiros, e que são cumpridores na hora de fazer a transferência bancária. 

 

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no que respeita à gestão daquilo que recebemos, não podemos esquecer que o IVA pertence ao estado e que mensalmente há a segurança social para pagar. por muito que custe retirar os 23% do recibo e ver outros 25% a serem retidos, é desta forma que temos que pensar nos nossos rendimentos.

há meses em que parece que trabalhamos só para pagar as despesas, outros corrrem melhor. organizem-se e não gastem o dinheiro do IVA: pensem sempre que não é vosso.

 

balançar para cá, balançar para lá

até agora o balanço é positivo. sobrevivi, não é verdade? se tentei trabalhar com agências? sim, tentei. e vou continuar a tentar apesar de saber que sou muito nova para ser sénior e muito velha para ser júnior. sei também que tenho um perfil atípico no que ao marketing digital / social media diz respeito. disseram-me uma vez que "sou difícil de enquadrar". 

a verdade é que sobrevivi. sobrevivo. com os recibos da cor da esperança, com o IVA, com a segurança social e as despesas normais da vida. e não troco esta vida pela vida do banco. mesmo com a angústia de não saber se amanhã vou ter trabalho, se o cliente vai desistir do projecto. mesmo com meses em que dou mais formação e as contas equilibram os meses em que não dou formação. mesmo com uma gestão apertada do orçamento (nem sempre é possível gastar dinheiro em cultura ou em extras). mesmo sem saber muito bem o  que vou estar a fazer para o ano ou daqui a dois anos. eu desenrasco-me. não tenho medo de trabalhar. foi por isso que abandonei um emprego estável, com ordenado certo, seguro de saúde e um horário porreiro. é que eu não tenho medo de trabalhar. 

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falta-me a estabilidade que permite dar outros passos, aqueles que as pessoas da minha idade dão: comprar casa, casar e ter filhos. só que eu não sou as pessoas da minha idade: comprei, há uns anos, um carro a pronto. não quero comprar casa. casar não é uma prioridade e ter filhos também não. portanto, a estabilidade que me falta não é idêntica à das outras pessoas da minha idade. é por isso que não posso aconselhar alguém a embarcar nesta aventura de ser freelancer, pois há demasiadas coisas em jogo e nada como medir bem os prós e os contras. 

é preciso ter um perfil de persistência e de optimismo para conseguir lidar com este estilo de vida. há que saber vender o nosso trabalho, trabalhar a marca pessoal e, muito-muito-importante, estabelecer boas relações com os clientes e os parceiros. evitar caminhos fáceis que vão de encontro a estratégias de médio prazo e só resolvem no imediato.

às vezes temos que dizer que não a um trabalho, pois não temos perfil para ele ou até conhecemos alguém que sabe fazer aquilo melhor do que nós. temos que estabelecer limites com os clientes. erramos muito até encontrar o modelo de proposta mais acertado. tentamos, tentamos. fazemos acontecer. 

 

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follow friday - e nos outros dias da semana, também

aviso prévio: este é um post a transbordar de egoísmo, mas em bom.

 

motivo? bom, reparei que passaram 10 anos desde que comecei, de forma séria e consciente, a desenvolver o meu trabalho com o projecto filocriatiVIDAde. tudo começou em 2008 e essa caminhada que agora celebra uma década está documentada TA-DA num blog.

 

ainda não sei como vou comemorar este aniversário, mas certamente irei dar-vos conta disso no meu "outro eu", que mora AQUI. 

 

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