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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

> keep calm and walk on <

dia 3

 

#21dayschallengemoveyourass: 45 min de elíptica, 4,1 km. sempre no nível 3 e 4 (os primeiros e últimos 4 minutos no nível 2). 

desta vez a banda sonora escolhida foi um concerto, ao vivo, da Madonna. 

a verdade é que sabe mesmo bem, isto de me mexer. aproveito para pensar em coisas que não têm nada a ver com a tese ou com o trabalho. e evito que o investimento feito há uns anos, na elíptica, caia por terra.

 

confesso que pensei em inscrever-me num ginásio.

há uns anos valentes a ida ao ginásio fazia parte da minha rotina, 3x por semana. mas na altura tinha um emprego, com hora "fixa" de entrada e de saída. agora, com a vida de freelancer, a rotina é tão flexível que me custa pensar em definir dias e horas para o ginásio. pensei, mas não cheguei a investigar, verdadeiramente, possibilidades. a elíptica, digamos, falou mais alto. além disso, este aparelho há-de servir para algo mais do que, simplesmente, servir de cabide para a roupa #classic 

  

dia 4 

 #21dayschallengemoveyourass: 45 min de elíptica, 3,9 km. sempre no nível 3, mas com vários picos de aceleração (entre os 5 e os 7km/h).

 

comecei com o bruno mars, but he lost me at "versace on the floor" - a música é bonita, mas não é para este tipo de exercício físico (if you know what i mean). para não perder mais tempo na escolha, fiquei-me pelas músicas da xô dona madonna (again!)

 

dia 5 

sexta, final da semana. na companhia do Félix, 2km de caminhada pela aldeia. pela serra, pela estrada, com graus de dificuldade diferentes (subidas e descidas). e a melhor companhia do mundo, claro. a banda sonora foram mesmo os sons habituais de uma aldeia. também contámos com a participação do vento -  um bocadinho irritante, diga-se de passagem. 

 

sábado e domingo serão dias de folga para o desafio. bom fim-de-semana e essas merdas, sim? 

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motivação, precisa-se. isso, ou gomas. aos kgs

:: foi a vida que eu escolhi ::

a tese, a tese. leituras, mapas mentais. ideias que surgem. e vontade de escrever? NENHUMA. zero. 

 

:: agosto e o mundo inteiro de férias :: 

o calor não ajuda: a inércia respira-se e nas redes sociais passeiam fotografias de praia, campo, malta a curtir a vida. está toda a gente de férias, não é verdade? BTW aproveito para ir fazendo unfollow nas várias redes sociais (FB, TW e IG), de forma a conseguir recuperar algum interesse na minha timeline. (ou seja, ando a procrastinar, sempre que possível).

o namorado está de férias, com a família. acorda às 13h e eu já me sinto com meio dia de trabalho em cima. "chateio" o menos possível, pois estou de mau humor e só me apetece grunhir. parecemos uns putos, no messenger, com uma diferença horária de 6h: 

olá. 

( 2h depois)

olá.

(30 min depois)

estás bem?

(2h depois)

ah sim. e tu?

(6h depois)

vou jantar.

(30 minutos depois)

beijinho e até amanhã

e sim, faz-me falta tê-lo por perto, para grunhir conversar.

esta noite foi uma daquelas com direito a insónias e a sonhos com SEO, prazos de entrega, artigos sobre cascais, os textos que vou receber para editar, tudo aquilo que tenho para fazer até ao fim do ano, os clientes que ainda não pagaram maio e julho. exacto, estamos a 17 de agosto. 

 

:: a imparável vontade de comer :: 

a verdade é que consegui ir às compras e resistir às gomas. os pacotes ficaram todos lá, no sítio deles. e a vontade de comer é imparável, nestes momentos em que tens que te focar, sentar, escrever, organizar ideias. e claro: a consequência, uma eternidade nas ancas. 

não saio de casa desde segunda feira, dia em que fui ao continente para apanhar umas promoções catitas. vingo-me no chocolate negro e no café (que, por acaso, está a acabar. f-se).  

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:: > everybody dance now < ::

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dançar? na verdade, não se trata de dançar.

trata-se, sim, de manter o desafio diário.

ao segundo dia mantive os 45 minutos de tempo para a elíptica, fiz 4 km e mantive-me nos níveis 3 e 4. 

a música é, sem dúvida, uma componente importante para acelerar ou abrandar; para definir metas: vou mudar para o 4 até acabar a música.

o tempo é coisa que se mede em despacitos - ou coisas afins.

 

desta vez tive a companhia de uma playlist do spotify, que encontrei ao pesquisar por "pump up the jam". e desfilaram uns quantos êxitos dos anos 90.

 

dia 1, check.

dia 2, check.

 

:: 21 dias ::

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o único objectivo é mexer-me, seja com a elíptica que ganha ferrugem ali no quarto, seja com uma caminhada ao ar livre.

são 21 dias com este objectivo: MOVE IT. todos os dias, sim. MEXER-ME.

daqui a 21 dias estabeleço novo objectivo. 

a ideia é acompanhar isto com música. hoje viajei ao passado, ao álbum Mingos & Samurais, do Rui Veloso. consta que o álbum é de 1990. tinha este disco em vinyl e ainda sei quase todas as letras de cor.

45 minutos, 3,5 km, nível 3 e 4 e muita cantoria. aproveitei para reactivar a minha conta no snapchat e espreitar o filtro da #bxafestivaleira, que tanto me faz rir nas instagram stories do herman josé.

 

espero que a cantoria e a boa música me ajudem nesta disciplina difícil de manter o desafio 

 

dessa vez tu não cumpriste

e faltaste ao prometido

e eu fiquei sentido e triste

olha que isso não se faz...

 

 

 

 

 

:: P E R F E C T ::

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38 anos, solteira. sem conhecer outra casa a não ser aquela onde vives. os teus amigos - da primária, da preparatória, da secundária, da licenciatura, das duas pós-graduações, do 1º mestrado, do único emprego que conheceste - e do qual, em boa hora, te livraste - dos blogs e dos twitters desta vida; todos eles, com uma ou outra excepção honrosa, super a viver juntos, super casados, super com filhos. a cumprir as metas todas, os objectivos subliminares da vida. aqueles que a sociedade espera de ti. reparas que os teus greatest achievement são coisas como ter um carro violeta, o cabelo pintado de cores diversas e variadas, servir de tela para lá de vinte tatuagens e  ter as prateleiras cheias daqueles livros aos quais não consegues resistir. quando compras casa, quando casas, com quem vais de férias - aquelas perguntas dos outros que procuram reconhecer em ti aquilo que é a norma. e tu foges à norma, da forma mais natural que conheces. não sabes ser de outra maneira. amas muito os filhos que te confiaram - são cinco afilhados, entre os 5 e os 30 anos - e as pessoas que tens por perto. sabes que nem toda a gente te compreende e aprendes a viver com isso. escolhes as batalhas e as coisas pelas quais vais lutar e entrar numa discussão, se for caso disso. és moderada. és sarcástica, mas tens um ar tão fofo que ninguém dá por isso. deixas de gostar de ir à praia e evitas pessoas a mais. e depois acontece-te o inesperado. e é mesmo uma coisa que muda a tua forma de estar, de ver o mundo. chama-se amor. e, ainda que tu o conheças de outras estórias, este é verdadeiramente único. mesmo se, pelo meio, tu fores da mesma forma que és, quando amas. se disseres as mesmas coisas. se quiseres ouvir as mesmas músicas ou ler os mesmos textos. não é isso que importa. nem sequer saber quanto tempo vai durar. se acabar, sabes que vais ter que repor o stock de lenços de papel pretos, da renova, para superar a ausência. não é nisso que pensas. focas-te no momento, no que vais construindo, observando, escutando. vês o mesmo, com outros olhos. visitas lugares que conheces e outros nos quais nunca estiveste. cedes o teu lugar e deixas-te ir à pendura. e se tocar o graciano saga, cantas e soltas gargalhadas muito parvas. "vai devagar, emigrante". ris, levantas o sobrolho, percebes que não concordas com tudo. e isso não te apoquenta, nem te deixa ansiosa com o "will you still love me tomorrow". e isto tudo (e outras coisas que não cabem aqui) fazem-te pensar que a perfeição, que é uma coisa lascada, existe. e esteve sempre tão perto. é só estar. e não há fretes. 

 

caros senhores da planta portugal:

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chega de troncos nus. de sorrisos bonitos. de corpos sem gordura. de olhares profundos. de toalhas de piquenique. chega. queremos elevar a planta à sua dignidade enquanto produto consumido por pessoas (homens e mulheres) que conseguem olhar para lá das aparências. queremos conteúdo, de qualidade, como aquele que há dentro das vossas embalagens.

 

ficam aqui algumas sugestões.

:: 19 ::

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em 1998, a cadela dos pais de um amigo teve uma ninhada. pouco tempo antes, o meu avô tinha tido um avc, ficando com a fala afectada. como passava muito tempo na horta, sozinho, precisava de uma companhia com quem falar. o Farrusco entrou, assim, na nossa vida.

entretanto, a minha avó faleceu. uns tempos depois, o meu avô adoeceu e o Farrusco veio morar cá para casa. viveu com os cães que fizeram parte da minha durante estes 19 anos. foi sempre muito sociável, com pessoas e cães. 

enjoava quando andava de carro. ir ao veterinário era uma tortura. gostava de todos os tipos de fruta. tinha mau hálito. aturou o Friqui Dog e o seu mau feitio. o Félix e a sua energia imparável. 

nos últimos meses, o Farrusco deixou de andar, de ver, de ouvir. mas comia bem: às 19h começava a ladrar para jantar. estava consciente, mas muito debilitado. o Félix e o Friqui foram sempre uns amores: aqueciam-no, dormiam com ele. à sua maneira, cuidavam dele. 

 

uma despedida nunca é fácil. e nestes momentos pensamos sempre que ter animais de estimação é doloroso. quando morrem é doloroso. ficam os 19 anos, as boas memórias e algumas fotografias.

 

já tenho saudades. 

 

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