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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

a UPPA faz 9 anos!

sim, amanhã é dia de festa ali para os lados do albergue da UPPA 

vai haver poop collecting e passeios - isto se o São Pedro colaborar connosco!

 

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conheço a UPPA há alguns anos e foi lá que me apaixonei pelo Félix, que faz parte dos canídeos cá de casa.

conheci o Fred e a Ginger, afilhados caninos e muito enormes em ternura.

vi a Ginger ser adoptada e acolhida numa família 

conquistei o olhar indiferente do Gaby e assisti à relação única que tinha com o meu mano. vi o Bruno e a Cláudia a apaixonarem-se pelo Gaby - e a "meterem os papéis" para a adopção. não podia estar melhor, o princípe charmoso!

tornei-me cúmplice da Riva, graças à Joana 

ganhei a confiança da Mel, graças ao Morais, que um dia me confiou a trela gigante para os passeios 

limpei muitos cocós, fiz muitos kms de galochas e com as botas quechua (que estão a precisar de reforma, verdade seja dita!) 

na UPPA também há lugar para a amizade e boa disposição. fiz bons amigos - nem todos têm muito pêlo ou andam nas quatro patas. 

 

amanhã é dia de festa, mas nós celebramos todas as semanas, em cada dia V, de Voluntariado. celebramos e trabalhamos para que haja adopções felizes, semana após semana. com amor, mimo e cuidado: são tantas as vezes em que temos que devolver a fé aos patudos. 

à Filipa e à Sandra, que fundaram a UPPA, aos sócios, aos padrinhos, aos adoptantes e a todos os voluntários: parabéns e venha daí mais um ano a conjugar o verbo UPPAliar 

 

 

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definição de selvagem

sel·va·gem 

adjectivo de dois géneros

1. Próprio das selvasque nelas se crianelas cresce ou vive.

2. Braviomontês.

3. Incultomaninho.

4. Que nasce e se desenvolve sem ser semeado ou cultivado e sem cuidados especiais. = BRAVOESPONTÂNEOSILVESTRE

5. Inabitadodespovoadodesertoermo.

6. [Figurado]  Grosseirorudeintratável.

adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros

7. Diz-se do homem ou do povo que vive sem mais noções sociais do que as que o instinto lhe sugere.

8. [Figurado]  Ariscoque gosta de viver .

substantivo feminino

9. [Antigo]  Peça de artilharia.


"selvagem", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/selvagem [consultado em 01-12-2016].
 
 
sugiro que se acrescente o seguinte ponto:
 
10. estacionamento junto à estação de metro do senhor roubado, perto de odivelas.
 
porquê? 
aquilo é caótico: estaciona-se nos lugares, nos não lugares, no meio da via, por cima dos passeios, atravessado, enviesado, de qualquer maneira.
e depois? bom, às vezes corre mal. e alguém fica "trancado" ou com grandes dificuldades para sair do lugar.
ontem uma senhora lutava desesperada para sair do lugar: um carro estacionado no meio da via impedia-a de sair. estava desesperada. saía do carro, espreitava, tentava a manobra. 
"o meu filho faz anos hoje e pedi para sair mais cedo do trabalho. estou aqui farta de tentar manobras e nada." e desata aos pontapés ao carro: no pára choques, nas portas. estava desesperada. um rapaz que ia a passar salvou-lhe o final do dia: encostou o seu carro ao outro que bloqueava a saída e acelerou. o carro deslocou-se uns 20 cm para a frente. e a senhora conseguiu sair do lugar. 
quanto ao carro que estava a bloquear: bom, 4h depois estava no mesmo sítio, isolado, no centro da via. quando regressei do trabalho, ali estava ele. imperturbável, estóico que nem um carapau frito. nem sabe o proprietário a história que ele tinha para contar. 
 
evito sempre este estacionamento, pelo caos assumido no acto de estacionar. e o "quem quiser que se amanhe" implícito. mais uma daquelas coisas que as pessoas acham normal, por se repetirem todos os dias. encolhemos os ombros e pronto. 
 

"ah, começou a chover. é normal."

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é muito difícil dizer alguma coisa de positivo sobre o metro de lisboa. entre as greves, os largos tempos de espera, as máquinas que não disponibilizam bilhetes e os baldes nas várias estações... é difícil falar de uma boa experiência, nos últimos tempos. ok. vá. na semana do web summit a linha verde funcionava com 6 carruagens (YUPI). mas depois voltou o fanranfanfan do costume.

ontem fui dar formação na zona do Saldanha e deparei-me com este cenário "baldesco". já vi isto a acontecer antes e noutras estações. receio que me estou a habituar a isto, tal como todos os utentes. encolhemos os ombros e começamos a dizer uns para os outros: "ah, começou a chover. é normal."

 

 

a M. tem 6 anos e pensa assim:

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eis a razão apresentada para não concordar com o M. "ele não brinca comigo".

eu confesso que sorri depois de ouvir aquilo. e perguntei pelo sentido daquilo que estava a ser dito. então e tu concordas com tudo o que dizem as pessoas que brincam contigo? então e se eu agora começar a dizer que só vai à casa de banho que brincar comigo? foram alguns os exemplos e contra-exemplos que surgiram no diálogo. e que tornaram mais ou menos claro a todos que estamos ali para discutir as ideias das pessoas - e não as pessoas em si. estamos a falar de um grupo de crianças de 6 anos. é "normal" este tipo de discurso.

é normal até pelo facto de conhecermos tantos adultos que pensam assim, mesmo depois de já estarem no mercado de trabalho e afins. continuam a concordar ou não conforme os outros "brincam ou não" com eles. paramos pouco para pensar e temos pouca paciência para ver as ideias e trabalhar sobre elas - e não as "desligamos" das pessoas em si, fazendo com que a nossa capacidade de exercício crítico seja toldada pelos preconceitos e ideias menos claras. 

o exercício da filosofia e do pensamento crítico não é fácil. não é tão fácil quanto o LIKE no facebook, o share, o instagram stories, o tag, isto e aquilo. exige tempo, disponibilidade, humildade e exposição à crítica fundamentada por parte dos outros.

somos todos M. nos comentários dos facebooks desta vida. 

quanto a mim, interessa-me muito a ideia do Manuel, mesmo que ele não brinque comigo. sobretudo se for contrária à minha. aí surge o verdadeiro desafio de testar a minha ideia.

verdades inquestionáveis

 

- depois do domingo, vem sempre uma segunda;
- podes correr, mas o metro 🚇 vai arrancar e tu ainda a meio das escadas;
- as gomas são feitas de cenas-das-quais-ninguém-quer-falar 😷 e ainda assim são irresistíveis;
- o 💩 do cão cheira sempre mal - e só percebes isso depois de pisar;
- para a segurança social, um RV ganha sempre bem e por isso toca de aumentar o escalão 💰;
- para a tua mãe, serás sempre o filho mais bonito e inteligente do mundo 🔝
- quando nascem, as crianças não são parecidas nem com o pai, nem com a mãe. são só bebés 👶🏽 acabados de nascer;
- os livros 📚 nunca são suficientes - e há sempre coisas novas e boas para comprar;
- no facebook, os posts com emojis dão mais reach - no fundo, a malta gosta é de bonecada. 

palavras & gestos que dizem tanto

há dias, o pet publicou um artigo meu intitulado "10 razões para adoptar um cão adulto". baseada na minha própria experiência como adoptante e após alguma pesquisa, estabeleci dez bons motivos para escolhermos um cão adulto em vez do ai-oh-pah-que-fofo-tão-pequenino-uma-bola-de-pêlo 

nada tenho contra a adopção de cães bebés: também há muitos e precisam de carinho e amor. a questão é que os canis e os albergues estão "atulhados" de bolas de pêlo que já foram pequeninas e fofas e que agora são cães jovens ou adultos. são várias as circunstâncias que levam um cão a conhecer um canil ou um albergue: fogem e perdem-se, são abandonados, são encaminhados pelas famílias por questões de desemprego, doença ou mudança de residência/país. são vários os motivos - e acreditem que cada vez mais evito julgamentos prévios sobre estas coisas. como voluntária na UPPA - União Para a Protecção dos Animais o meu foco é na solução - não nos problemas do passado. esses que fiquem no passado.

 

a propósito do texto Associação 4 por 1 enviou-me este e-mail:

 

"Este e-mail é puramente para agradecer, de coração, o seu artigo com o título ''10 razões para adoptar um cão adulto'', que foi publicado no jornal Público.
Num país assolado pela falta de empatia entre seres humanos e animais, cujos direitos e espaço próprio no mundo são constantemente subjugados e abafados pela sociedade, ler um artigo, tão belo como o seu, que lhes dê voz e que procura abrir a mente portuguesa ainda tão fechada, é reconfortante. Partilhamos o seu artigo na nossa página. É uma outra forma de lhe agradecer, um pequeno tributo, pelo poderoso gesto que teve. Se todos tivessem a sua e nossa abertura de pensamento, a vontade de compreender, de cuidar, de agir e mudar, este mundo seria um lugar melhor e a presença de associações com uma missão como a nossa, não teria (felizmente) razões para existir."

 

tenho vários amores na UPPA - partilho alguns deles aqui, neste meu blog "à beira-mar plantado". é inevitável criarmos laços com os patudos. há empatias difíceis de explicar. umas são imediatas, à primeira vista ou ao primeiro passeio. outras são construídas com amor, tempo e confiança. a minha relação com a Mel começou com um passeio durante o qual eu era apenas o ser humano na ponta da trela. e o culpado é o Morais, que me deu a conhecer a Mel e confiou em mim.

 e agora é isto: 

 

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não conheço a Associação 4 por 1. percebi, pela página do facebook, que se encontram algures por Vila do Conde. não será fácil para mim visitá-los, mas quem sabe desse lado não está alguém que tenha umas horas por semana, paixão por animais e queira investir algum tempo com cães como a Mel - e que esteja pela zona. contactem a Associação 4 por 1 e colaborem.

 

há várias formas de ajudar as associações: participando em recolhas nos supermercados, com donativos - e até doando a sua própria roupa: foi o que fez o Luís Franco-Bastos no evento hang in there que acontece, hoje, no mercado time out (cais do sodré, lisboa). 

o Luís é um assumido dog lover e há algum tempo que descobrimos que a Júlia - uma UPPAliana - é uma espécie  de "irmã gémea" do cão que o Luís adoptou, o Balotelli

 

há palavras e gestos que dizem tanto: o e-mail da associação 4 por 1, o gesto do Luís, a brincadeira com a qual a Mel me brinda quando abro a porta da box dela. às vezes as palavras são pequeninas para dizer esse tanto.

 

a todos vós que colaboram a favor da causa animal, fica o meu obrigada. sois grandes!

hi5!

 

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a filosofia mora aqui, ali e acoli!

 

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o meu projecto filocriatiVIDAde teve sempre uma componente itinerante, qual linda de suza com a mala de cartão atrás, por esse país fora.

e há outra coisa que se repete: o facto de serem as mães que me contactam para eu ir ao seu encontro e levar a filosofia aos seus filhos 

assim aconteceu, neste último fim de semana. e que fixe que foi!

 

para saberem mais sobre as "próximas paragens" da mochila da pucca e da sua filosofia, visitem-me AQUI.