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all about little lady bug

ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

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ir, fazer acontecer, filosofar, sonhar, amar, amarfanhar, imaginar, criar, dançar, aprender e escrever - não necessariamente por esta ordem

praticar o "grão a grão"

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há muito, muito tempo (era eu uma criança) que há o hábito de fazer mealheiros. e não são aqueles mealheiros onde se vão guardando umas moedas e logo se vê: são mealheiros com objectivos específicos, inscritos em cada uma das latinhas.

acreditem que fica mais fácil na hora de pedir o orçamento da tatuagem ou na hora de pensar no dinheiro que se vai gastar nos festivais ou concertos. é a prática do grão a grão, com a premissa de ir recolhendo as moedas que se encontram no fundo da mala ou os trocos que se vão juntando. 

é uma ideia fixe para aplicar com os mais novos, para aprender a gerir os dinheiros e a definir objectivos. e depois é aprender a esperar que o montante seja atingido e possamos doar (neste caso, em forma de medicamento para a Riva), investir (na minha pele!!) ou levar na bolsa para pagar as cervejas nos concertos 

 

 

no domingo, os UPPAlianos "invadem" o centro da vila de Sintra

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A UPPA - União para a Protecção dos Animais é uma associação sem fins lucrativos que abraça a causa animal desde 2007. É fruto da realização de um sonho de um grupo de pessoas que, depois de muitos anos de atividades individuais em defesa dos animais, decidiram congregar esforços numa associação, com o objetivo principal de reforçar a capacidade de intervenção.
 

É a elevação e responsabilização social da Condição e Direito Animal que move o grupo - bem como os enormes corações dos seus voluntários. 

Os donativos que recebemos são totalmente aplicados nos cuidados dos animais que tem à sua guarda, seja para alimentação, cuidados veterinários, entre outros, até que sejam encontrados novos donos. 

Para fazer face às despesas veterinárias causadas pelo acolhimento de alguns cães que necessitavam urgentemente de tratamento médico, a UPPA irá levar a cabo um evento solidário, para angariação de donativos. Será no próximo domingo, dia 25 de Setembro, entre as 9h30 e as 17h30, em Sintra, em frente ao Palácio Nacional. Vamos ter uma banca, para venda de alguns artigos e ainda a presença de alguns dos nossos UPPAlianos de quatro patas.

Caso não possa comparecer no dia 25, em Sintra, poderá ajudar com um donativo através do IBAN PT50 0033 0000 4534 7808 946 05 - um euro poderá fazer toda a diferença. Também poderá apadrinhar um dos nossos patudos, contribuindo com o mínimo de um euro por mês. 

Para saber um pouco mais sobre o nosso trabalho, sugerimos que nos visitem em  www.uppa.pt e também nas redes sociais: facebook,  twitter  e  instagram

 

 

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"como assim?"

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[contexto: apresentação da filosofia, ao JI e 1º ciclo]

 

"no 1º período vamos começar com leituras da Metafísica, de Aristóteles, em grego antigo"

(se vocês vissem a cara dos pais... claro que depois expliquei o que era, as metodologias utilizadas, alguns dos objectivos a que me proponho e essas coisas todas. mas consegui roubar sorrisos a uma plateia de pais cheios de preocupações com os seus filhos #win) 

 

 

 

é verdade! no domingo vou estar em Benfica, para filosofar com a pequenada - e não só!

mais info AQUI 

"olá, professora de filosofia"

tocou-me no braço. era a F., uma das minhas alunas com quem trabalhei no ano passado, numa escola, bem perto do continente onde costumo ir "comprar compras".

"olá, aluna de filosofia. estás boa? tive saudades tuas!"

ela sorriu. 

sabe bem que quando me tratam por "professora" respondo com um "aluna" ou "aluno". prefiro que me tratem pelo nome, é esta a minha postura enquanto facilitadora de filosofia para crianças." 

 

abraço e beijinhos. 

a F. passou para o 5º ano - o que significa que não vou filosofar com ela durante o próximo ano lectivo. 

pode ser que o continente seja espaço para novo encontro. 

"eu quero disso que vocês estão a fumar"

o local? o martim moniz, a praça central. havia noite de kizomba e eu arrastei o Marco comigo. fomos buscar uma cerveja, escolhemos um sítio para nos sentarmos e toca de pôr a conversa em dia. muita risada, boa disposição. ok, parvoíce à mistura.

uma senhora aproxima-se de nós. pede desculpas por estar a incomodar, foi muito educada: "desculpem e não me levem a mal, mas preciso muito de vos fazer uma pergunta. não me levem a mal, sim?"

e eis que surge a pergunta: "vocês têm ganza? é que estão tão bem dispostos que eu achei que podiam ter ganza..."

e nós rimos, ainda mais. "não, não temos."

a senhora voltou a pedir desculpas pelo incómodo e seguiu caminho.

"Marco, ouviste o mesmo que eu, certo?" perguntei.

 

a verdade é que não é preciso ganza para rir. a sério, não é. e não é uma imperial que provoca boa disposição. a verdade é que também não tardou muito para se sentir todo um cheiro a erva, naquela praça. sim, ao ar livre.

a minha vontade foi chamar a senhora e dizer-lhe: "não temos ganza, mas olhe que por aqui parece que basta respirar!"

 

 

 

um fim-de-semana inteiro dedicado aos miúdos da #uppa_animais

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(ups! olha só quem está ali! deixa ver se consigo roubar-lhe um beijinho...) 

 

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 (missão concluída com sucesso!) 

 

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a lontrinha Mel a ser um doce, à sua maneira 

 

*

 

fim-de-semana dedicado aos miúdos da uppa, com tudo o que isso implica (sim, muitos cocós). 

agora há toda uma nova semana para preparar. mãos à obra! 

REUtiliZar

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já vos falei, várias vezes, da minha amiga Zélia e das coisas bonitas que faz.

até já vos falei do livro que a Zélia escreveu, a terapia do tricot - recordam-se? 

hoje partilho convosco este BiGBaG, que tem uma história especial: é feito a partir de uns calções de ganga que já tinham sido as minhas calças de ganga preferidas de sempre. penso que todos temos aquela roupa especial, que nos deixa seguros, confortáveis e que usamos em situações especiais. bom, eu tenho. este saco é feito dessa roupa especial, dessas calças que eram à boca de sino, que ficaram russas das lavagens e do uso, que levaram remendos para durar mais um tempo, que foram apertadas devido à perda de peso, que se transformaram em calções e que estavam ali num canto, à espera que eu decidisse se seria ou não capaz de as deitar fora. 

eis que a Zélia aparece com este projecto novo, de dar nova vida a peças de roupa, sobretudo de ganga. e vi ali  a possibilidade de continuar a dar vida às tais calças.

as joaninhas fazem parte de um tecido que comprei para fazer duas peças de roupa, costuradas pela mamãe Sabel. 

peguei em tudo, enviei via ctt para a Zélia e esperei que o senhor carteiro me trouxesse as calças - que eram calções - em forma de saco XXL para levar tudo e mais alguma coisa.

e aqui está ele. é uma peça com história, a partir da qual posso contar estórias, e que está pronta para fazer parte da minha vida, de forma diferente.

 

podem conhecer melhor o trabalho da Zélia, aqui ou aqui. podem dizer que vão da minha parte.  

 

 

algumas palavras sobre o avante

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correu tudo bem. ou quase, vá.

no 1º dia da festa, em apenas 2h de presença no recinto, fui alarvamente picada por melgas ou mosquitos (hey, os bicharocos não deixaram identificação.

 

no dia seguinte, ou seja, no sábado, as babas eram gigantes, incharam, causavam prurido, dor, comichão. fui picada nas pernas (usei sempre calças de ganga), nos braços, na cara, no peito, nas costas.  

 

na noite de sábado entrevistei o Jorge Cruz e pedi-lhe um autógrafo na minha moldura. antes disso tinha curtido maningue bué o concerto de Diabo na Cruz. que festança! 

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no domingo acordei mal disposta. nem sei bem descrever. enjoada, sem fome, com dores de cabeça. acabei por não ir à festa nesse dia e ter que realizar uma reportagem remota, com base na investigação que tinha feito sobre as bandas e as descrições dos meus colegas e amigos fotógrafos, que ficaram em trabalho 

 

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tenho dúvidas que queira voltar ao avante, sem levar um daqueles fatos que usam as pessoas que trabalham com as abelhas. 

a verdade é que já era a quarta (?) vez que ia ao avante e nada disto tinha acontecido. 

foi bonita, a festa.

só tenho pena de não ter curtido o domingo.

para o ano há mais! 

 

(e o diálogo que tive com o senhor farmacêutico?)

 

senhor da farmácia - olá, diga se faz favor.

ladyB - olá. olhe, estou aqui com um problema. fui ao avante e fui picada por melgas fascistas.

senhora da farmácia - (silêncio, ar atónito)

ladyB - bom, estou a fazer uma reacção alérgica a umas picadas de insectos... bla´blá blá